Até quando posso engravidar?

Quando os ovários começam a diminuir sua produção de hormônios, a mulher inicia um período chamado de “perimenopausa” (ou seja, “por volta da menopausa”), que se estende até a última menstruação.

Nesta fase, que duram alguns anos, a pergunta é inevitável:

“Será que eu ainda posso engravidar?”

Algumas acreditam que não, e relaxam nos cuidados contraceptivos.

Mas, é importante saber que, embora as chances sejam menores, a mulher ainda pode engravidar sim !  😳

Por este motivo, nós recomendamos que, as mulheres que não querem ficar grávidas, mantenham o uso de contraceptivos até um ano após a menstruação final.

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O que tem influência na menopausa?

Filhas de mulheres que tiveram menopausa precoce têm maior chance de também pararem de menstruar mais cedo.

Mas não é só isso.

Além da genética, a experiência da menopausa também é influenciada pelo meio ambiente, grupo étnico, aspectos culturais, condição clínica e modo de vida.

Mulheres com hábitos pouco saudáveis e altos níveis de estresse, tendem a enfrentar maiores dificuldades com as alterações do climatério e avanço da idade.

Algumas podem ter muitos ou poucos sintomas incômodos, mas é preciso entender que a menopausa é um acontecimento natural e normal para todas as mulheres.

Cada mulher passa por essa fase de forma diferente e suas expectativas são fundamentais para seu bem-estar.

Você pode lamentar o fim da capacidade reprodutiva ou encarar como uma libertação das preocupações com a contracepção.

A menopausa pode ser uma porta que se abre na sua vida com a oportunidade de mudanças saudáveis e utilização da experiência vivida para torná-la mais confiante, poderosa e revitalizada.

E então?

Como vai ser a sua?

Pressão alta e climatério. Tem relação?

Sim! As mulheres têm maior chance de ficar com a pressão alta com a proximidade da menopausa .

Isso acontece porque um dos hormônios femininos produzidos nos ovários, o estrogênio, tem um papel importante na manutenção da estabilidade dos vasos sanguíneos.

Com a entrada no climatério, a produção hormonal ovariana começa a diminuir e, sendo assim, os vasos sanguíneos ficam instáveis.

O resultado disso são episódios de dilatação, que são percebidos através das ondas de calor (fogachos), e, também, maior sensibilidade a substâncias que provocam contração dos vasos e causam a hipertensão arterial.

Para diminuir estes riscos, é muito importante você não fumar, ter uma alimentação saudável, praticar exercícios e fazer seus exames regularmente.

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A pele no climatério

Os cuidados com a pele, no climatério, são de extrema importância.

Nesta fase, a pele fica mais fina, ressecada, flácida e podem aparecer algumas manchas e rugas.

Sendo assim, três cuidados básicos são necessários:

–  Limpeza da pele com produtos neutros para não inflamar nem irritar a pele, evitando as coceiras e descamações.

–  A hidratação é fundamental, tanto para a pele como para o resto do organismo. Beba muito líquido e utilize cremes hidratantes uma vez ao dia, após o banho, no corpo inteiro, inclusive na área genital.

–  Não menos importante é proteger a pele do sol. Sempre que for à rua, utilize protetor solar fator 30 e, quando for tomar sol, fator protetor solar 60.

Também sempre lembre de manter boa alimentação, cuidado com o cabelo (shampoo neutro e específico para a reposição proteica) e com as unhas (hidratar com cremes próprios para mãos e pés, além de retirar a cutícula a cada 15 dias). 

Afinal, autocuidado é imprescindível para a autoestima.

Indicações para terapia da reposição hormonal (TRH)

Você sabe quando precisa fazer uma reposição hormonal?

Segundo a Sociedade Brasileira de Climatério, ela está indicada nas seguintes situações:

–  Sintomas vasomotores ou fogachos: ondas de calor que vem e vão de repente, geralmente na cabeça e busto, às vezes seguidas de muito suor.

–  Sintomas geniturinários: ressecamento vaginal e pequenas perdas de urina quando tosse ou espirra.

–  Prevenção da perda de massa óssea: no exame chamado densitometria óssea, é observado que os ossos estão mais “porosos” e, consequentemente, mais frágeis e com maior risco de fraturas.

–  Falência ovariana prematura: também chamada de menopausa precoce, é quando a menstruação cessa muito cedo.

Em qualquer desses casos, é importante o acompanhamento de um especialista para indicar qual o tipo, dose e duração da terapia de reposição hormonal mais adequada para você.

Preparada para o preventivo ?

Você sabe o que é realmente necessário para fazer seu preventivo ginecológico?

Escuto muitas dúvidas sobre isso no consultório e separei algumas para ajudar a esclarecer você.

–  Depilação não é necessária para o exame ginecológico. Na verdade, a distribuição dos pelos pode ajudar na avaliação hormonal. E também, ao se depilar pode irritar a pele e confundir com uma eventual inflamação.

–  A ducha interna vaginal é uma prática que deve ser abandonada, pois prejudica a composição dos microrganismos que, normalmente, habitam a vagina, podendo causar uma infecção, além de atrapalhar o exame de Papanicolau.

–  O ideal é a menstruação ter terminado 5 a 7 dias antes da consulta. Assim, as mamas não estavam tão doloridas para serem examinadas e o sangue não irá atrapalhar a análise do material.

–  Se estiver utilizando algum creme vaginal, agende sua consulta para 4 a 5 dias após o término do tratamento, pois a presença do creme irá atrapalhar a coleta adequada do material para exame.

–  Evite relações sexuais nos três dias que antecedem a consulta, pois tanto o sêmen quanto o preservativo alteram a acidez vaginal, além do atrito poder simular uma irritação da mucosa.

–  É importante esvaziar a bexiga momentos antes do exame. Isso diminui o desconforto, ajuda na visualização do colo do útero (local de onde o material é coletado) e facilita a palpação do útero e ovários.

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Você conhece o preservativo feminino?

Importante saber que é um método mais eficiente que o masculino, seja para contracepção, uma vez que não sai durante a relação, ou para proteção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), pois oferece uma cobertura de proteção maior do que a camisinha do homem.

Além disso, a camisinha feminina é feita de borracha nitrílica, sendo uma ótima opção para quem tem alergia ao látex, material utilizado na versão masculina.

Clique aqui para acessar o excelente vídeo do Ministério da Saúde com o passo a passo de sua utilização.

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