Corrimento?

Toda vagina tem uma dinâmica própria, o ecossistema bem alinhado e possui um equilíbrio específico de bactérias, pH e umidade, que são sensíveis à mudanças, tanto de dentro quanto de fora do corpo, e às vezes não é preciso muita coisa para que ele se perca.

No entanto, mudanças significativas ou repentinas no cheiro, cor ou consistência dos fluidos significa que alguma outra coisa pode estar acontecendo, como uma infecção que precisa de tratamento.

Fatores que podem prejudicar o ecossistema vaginal e causar corrimento:
– Práticas de lavagem e limpeza inadequadas
– Atividade sexual frequente sem proteção
– Contraceptivos hormonais ou DIUs
– Sangramento ou escape prolongados ou irregulares
– Uso de antibióticos ou esteroides
– Menarca (primeira menstruação da menina), menopausa ou gravidez
– Mudanças hormonais ao longo do ciclo menstrual
– Diabetes não controlada
– Geralmente ter uma quantidade menor de bactérias vaginais (Lactobacillus)
– Pode ser causado por infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)

Caso esteja com outros sintomas, consulte um profissional de saúde para fazer exames e testar o pH da vagina com um teste simples de pH.

Um ambiente vaginal saudável diminui a probabilidade de ter corrimento e ajuda a evitar sintomas desconfortáveis e possíveis complicações à sua saúde.

HPV

O que é o HPV?
É um vírus que pode causar desde verrugas em pele e mucosas, até lesões mais graves, como câncer de colo de útero.

Possuem diversos tipos, como o HPV genital, que é transmitido principalmente pelo contato direto da pele durante a relação sexual.

A cura da infecção pelo vírus HPV pode acontecer espontaneamente. Se a pessoa possui o sistema imunológico íntegro, o vírus consegue ser eliminado naturalmente do organismo sem que cause o aparecimento de sinais ou sintomas de infecção.

No entanto, quando não acontece a cura espontânea, o vírus permanece inativo no organismo sem causar alterações, e pode reativar caso a imunidade se encontre fragilizada.

Existem tratamentos com remédios para cuidar dos sintomas, mas não é capaz de eliminar o vírus totalmente. Por isso, mesmo que as lesões desapareçam, ele ainda está presente no corpo e pode ser transmitido para outras pessoas através de uma relação sexual desprotegida. Atualmente, também já existem vacinas para prevenção de infecções por HPV.

⚠⚠E uma informação super importante: Mulheres grávidas portadoras do vírus podem transmiti-lo para o bebê no momento do parto, mesmo sendo uma forma de transmissão rara, ainda sim existe o risco.

Então, PREVINA-SE !
Ficou com alguma dúvida? Quanto mais cedo o tratamento iniciar, mais fácil será a cura do HPV.

Climatério e infertilidade

Ao longo da vida, a fertilidade da mulher cai progressivamente e isso gera muitas dúvidas. Mas eu te digo que é possível engravidar no climatério!

Durante esse período, a ovulação ainda ocorre de maneira irregular, no entanto, as chances de uma mulher após os 35 anos engravidar naturalmente são diferentes, porém pode acontecer. Porque no climatério ainda existe o ciclo menstrual e isso significa que há níveis hormonais que possibilitem a ovulação. Então, uma gravidez é totalmente possível, mesmo que mais difícil.

Nos casos em que a gravidez natural não é mais viável ou parece ser pouco provável, a paciente pode ser submetida a um tratamento de reprodução assistida. Vale lembrar sempre da necessidade da consulta médica para uma avaliação minuciosa sobre o caso. É importante também a realização de exames mais completos para compreender a situação.

Ainda tem dúvidas sobre climatério e fertilidade? Comente e compartilhe se você conhece alguma mulher que também se interessa pelo assunto.

Comparações

Ninguém é igual a ninguém, então, quando você compara a sua experiência com a de outra pessoa, você pode pensar que algo está errado com o seu corpo… e cada mulher reage de maneira diferente aos sintomas da menopausa, por exemplo. Comparações podem gerar frustração, sentimento de derrota, desânimo. E você não precisa de nada disso, precisa?

Existem mulheres que chegam à menopausa sem sentir absolutamente nada. Já outras experimentam situações bem incômodas e difíceis de lidar. Portanto, não existe uma regra. Os sintomas e a intensidade deles variam de organismo para organismo.

Você precisa se conhecer e saber o porquê dos seus sintomas e entender as mudanças naturais que ocorrem no seu corpo. Esse autoconhecimento vai te ajudar no diagnóstico e na busca por tratamentos adequados ao seu perfil.

O autoconhecimento e o trabalho da autoestima se faz bastante necessário nesta fase, pois você irá perceber o quanto é importante ter domínio da sua mente para reverter as sensações da menopausa que também mexem com a parte emocional da mulher.

Não vale a pena deixar de lado o seu bem-estar emocional em mais essa etapa importante da sua vida, por isso, procure ajuda e converse com o seu médico sobre a possibilidade de terapias adicionais ao seu tratamento.