Vale isso ?

Hoje fui procurado por uma mãe que trouxe sua filha, de 13 anos, para saber se a menina ainda era virgem.

Expliquei a ela que relação sexual nesta idade, mesmo consentida, é crime e, portanto, se trata de um exame de corpo de delito, que só pode ser realizado por perito oficial.

Mas, o que é mais importante? A virgindade ou apoio e orientação?

É muito mais seguro ensinar a nadar do que cercar a piscina!

Mais importante do que saber se houve ou não relação sexual, é orientá-la sobre os riscos e medidas protetivas, principalmente, sobre infecções sexualmente transmissíveis e gestações não esperadas, além do impacto que isso teria na vida dela.

E você?

O que acha?

Menstruo. Logo, engravido?

Menstruar regularmente é um bom indicador de fertilidade sim! É um sinal de que a mulher está produzindo hormônios, porém este indício não garante que a ovulação está acontecendo com normalidade, pois é possível ter ciclos menstruais completos sem que a ovulação aconteça.

Não menstruar está, normalmente, relacionado com alguma alteração hormonal que pode impedir a ovulação. Sendo assim, menstruação e fertilidade tem tudo a ver!

Se ainda tem dúvidas sobre esse assunto, me mande uma mensagem! Vamos conversar!

Onde Nascer ?

Nos últimos anos, temos observado várias maternidades privadas, algumas com mais de 30 anos de existência, que optaram por fechar suas portas.

Algumas alegaram motivos como diminuição na taxa de natalidade e aumento na faixa etária média da população, o que trouxe mudança na demanda.

Outras assumem o fechamento de maternidade, e outras áreas de baixa complexidade, para substituí-las por outros serviços mais rentáveis.

Penso que estes fatores, além da baixa remuneração praticada pelos convênios junto aos hospitais, contribuem para que serviços de Obstetrícia sejam trocados por outros financeiramente mais atrativos.

Porém, como os partos, mesmo em menor número, não param de acontecer, acredito que a lei da oferta e procura, em algum momento, irá interferir nesta situação.

É fato que grande parte dos procedimentos em Obstetrícia são simples e pagam muito pouco, mesmo na saúde suplementar. Porém, a insatisfação crescente pela escassez de leitos e má remuneração de profissionais e hospitais, certamente trará essa discussão para ser analisada.

Enquanto isso, cabe ao gestor hospitalar estabelecer estratégias eficazes para trabalhar com excelência, menor desperdício e maior produtividade.

Ambiência hospitalar de qualidade e processos bem estruturados, são fatores fundamentais para evitar prejuízos e dar maior efetividade ao trabalho.

Mesmo que atuem com características distintas, os hospitais, como qualquer outra empresa, precisam entregar resultados. 

Conforme o Sebrae, “a apuração de resultado ajuda a identificar falhas na gestão financeira do negócio, que podem estar na precificação inadequada, nos custos e despesas variáveis ou nos custos e despesas fixas”.

Para tal, é primordial que o gestor escolha indicadores qualitativos e quantitativos que apontem para o ponto de equilíbrio da instituição. Assim, ele poderá identificar nos processos onde são requeridas ações como investimento ou eventuais correções.

Enfim, a árdua tarefa de gerenciamento das unidades de saúde ganhou mais complexidade nas maternidades.

Até quando posso engravidar?

👉🏼 Já faz tempo em que engravidar entre 20 e 30 anos era comum para a maioria das mulheres.

Devido a muitas mudanças comportamentais, culturais e sociais, a idade média em que uma mulher engravida aumentou e muitas ultrapassam a faixa dos 35 anos.

👉🏼 Isso é um problema? Vou explicar.

Para o Ministério da Saúde, mulheres com mais de 35 anos devem ter uma atenção diferenciada na gestação por serem mais suscetíveis a algumas doenças como hipertensão gestacional e diabetes gestacional, por exemplo.

👉🏼 Mas é claro que tudo depende do estilo de vida dessa mulher que pode ser muito mais saudável do que uma 10 anos mais nova.

Sem sombra de dúvida, os hábitos interferem em uma gestação sem risco sem deixar de considerar que a partir dos 35 anos os óvulos entram em processo de envelhecimento, o que vai tornando cada vez mais difícil o alcance do sonho da maternidade.

⚠ Com um acompanhamento adequado, até o início de uma menopausa, é possível engravidar, porém as chances vão diminuindo a cada ano já que o estoque de óvulos vai acabando e perdendo a qualidade.

👉🏼 Planeja engravidar a partir dos 35 anos? Consulte o seu médico para entender as possibilidades e fazer o acompanhamento necessário.

Descaso

A maior maternidade do estado do Rio de Janeiro, Hospital Estadual da Mãe, enfrenta mais uma crise. Esta situação tem se repetido, com frequência, nos últimos anos. Salários estão atrasados e nenhuma satisfação é dada por parte da organização social responsável pela gestão da unidade.

O Instituto Gnosis repete o mesmo comportamento que teve no Hospital da Mulher Heloneida Studart, de onde também é gestor.

“Hoje trabalhamos sem pagamento e sem nenhuma satisfação”, diz uma funcionária que pediu para não ser identificada.

Outra funcionária escreveu:

“Em plena pandemia uma situação dessa. Não posso me expor. Clima desagradável. Lute por nós por favor. Não recebemos dissídio desde que a HMTj saiu e a gnosis assumiu. Não posso me expor pq podem me dar justa causa. Mas tem funcionários que precisam muito de seu salário. É sempre a mesma história. Cuidado. Se cuida por favor. Espero que um dia o Senhor volte a trabalhar lá. Se eu não  estiver. Cuide  dessa geração que virá. Precisamos olhar as vidas. Fique com Deus.”

Penso que a Secretaria de Saúde deveria se posicionar, através de sua comissão de fiscalização de contrato, em relação ao atraso salarial e ao clima de constrangimento frequente instituído pelo Instituto Gnosis perante seus funcionários. Também entendo que cabe uma explicação o fato desta Organização Social não ter suas prestações de contas publicadas no site da SES, como fazia a que lhe antecedia. Além disso, por que o Instituto Gnosis, gestor das duas principais maternidades do estado, não possui, até hoje, uma qualificação definitiva como maternidade?

Quando abrirão a “caixa-preta” das Organizações Sociais que atuam no Rio de Janeiro?

A Doença da Saúde

A principal maternidade do estado destinada ao tratamento das grávidas com COVID-19, o Hospital da Mulher Heloneida Studart, está sem medicamentos básicos para atender estas pacientes, segundo matéria veiculada na mídia ontem. Entre outras coisas, faltam sedativos e bloqueadores neuromusculares, medicamentos indispensáveis para colocar as gestantes mais graves na respiração mecânica, condição em que se encontram várias grávidas com COVID-19 que respiram com auxílio destes aparelhos. Além disso, faltam equipamentos de proteção individual (EPIs), como capotes, fundamentais para proteger os profissionais de saúde que lá trabalham.

Conheço bem o Hospital da Mulher Heloneida Studart, onde temos profissionais de saúde de alto gabarito. É lamentável que esta unidade de saúde, tão premiada por sua qualidade no passado, venha enfrentando sérios problemas nos últimos anos. O hospital tem estado sob a gestão da Organização Social Instituto Gnosis, que pediu aumento no repasse de dinheiro, para manter o atendimento.

Não é de hoje que pairam algumas dúvidas em relação ao contrato de gestão cedido a OSS Instituto Gnosis. A despeito da OSS anterior ter realizado um gerenciamento da unidade que rendeu vários prêmios de acreditação, o Instituto Gnosis venceu a licitação no final de 2017 e iniciou sua gestão em 2018. Infelizmente, não foi possível realizar uma comparação do desempenho das duas empresas, pois as prestações de contas disponíveis no site da Secretaria de Estado de Saúde são, apenas, as realizada pela OSS anterior. Não há prestações de contas do Instituto Gnosis disponíveis no site da Secretaria de Estado de Saúde.

Outra coisa que causa estranhamento é o fato da OSS Instituto Gnosis não possuir, até hoje, uma qualificação definitiva como maternidade, e ainda acumular a gestão de outra importante maternidade do Estado que é o Hospital Estadual da Mãe. Este último, igualmente premiado no passado por sua excelência, teve, também, deteriorada a qualidade de seu atendimento nos últimos anos.

Definitivamente, nossa Saúde está doente.