Entrevista na Rádio Contemporânea
Programa “A Voz da Liberdade”
Entrevista sobre o problema da água fornecida pela CEDAE e sobre o novo coronavírus.
Tag: #medicina
Candidíase: infecção comum, mas que merece atenção

Infecção provocada por fungos do gênero Cândida, a candidíase pode ocorrer em qualquer estação do ano, pois é considerada oportunista, isto é, ela se aproveita de condições favoráveis para proliferação destes microrganismos.
No verão, a candidíase é comum devido ao calor e à alta frequência de idas a praias e piscinas. Com a umidade da transpiração, além do uso contínuo de biquínis molhados, surgem situações que potencialmente mudam o pH ou alteram a flora vaginal, permitindo a instalação da infecção.
Já no inverno, a situação é outra: roupas justas e abafadas em excesso favorecem a transpiração e também podem propiciar estas infecções fúngicas.
Vale saber que este fungo, em níveis e condições normais, vive no organismo sem causar maiores danos, mas ao encontrar ambiente propício para sua reprodução, ou quando em um sistema imunológico deficiente, pode se multiplicar e causar os sintomas de candidíase. Principalmente no verão, o uso de roupas íntimas 100% de algodão junto com trajes leves e arejados, preferencialmente saias, ajudam na prevenção da candidíase.
Sinal de alerta
A BBC traz um vídeo esclarecedor sobre um tema de utilidade pública.
Finalmente chegou !!

Em falta, desde outubro, em quase todo o Brasil, o governo federal começou a distribuir 1,7 milhão de doses da vacina pentavalente, para vários estados. Esta vacina é importada e, em julho de 2019, os lotes recebidos para teste no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) foram reprovados nos testes de qualidade.
Apesar do Ministério da Saúde ter solicitado reposição do fornecimento à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), não havia disponibilidade imediata. Devido a estes fatos, acrescido da nossa necessidade mensal de 800 mil doses, os estoques se esgotaram em praticamente todo o país no mês de outubro.
Com a chegada dos novos lotes, já devidamente aprovados, a distribuição foi reiniciada e deve ser normalizada até o mês de março.
Esta é uma vacina para proteção contra tétano, coqueluche, hepatite b, difteria e contra a bactéria haemophilus influenzae tipo B, responsável por problemas respiratórios ou, até meningite.
Ela deve ser aplicada nas crianças com 2, 4 e 6 meses de idade. O reforço, em crianças com mais de um ano, é realizado pela vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTPa).
O Ministério da Saúde tem estudado estratégias para produção nacional da vacina pentavalente. Ficaremos na torcida para que se conclua este projeto.
Criatividade e eficácia

O Hospital Municipal Souza Aguiar é a primeira unidade de saúde do Estado do Rio de Janeiro a realizar tratamento de queimados com pele de tilápia.
Esta técnica inovadora vem sendo aplicada há alguns anos, em caráter experimental, pelo Instituto de Apoio ao Queimado (IAQ), em Fortaleza, Ceará. Os resultados têm se mostrado muito promissores. Além de seu baixo custo, este curativo biológico se mantém eficaz por vários dias, o que evita a sempre dolorosa troca diária do curativo tradicional em queimaduras.
Em outros países também são utilizadas peles de animais, principalmente do porco, para este tipo de tratamento. Porém, além da grande facilidade e velocidade de reprodução da tilápia, elas têm uma menor possibilidade de transmitir doenças do que os animais terrestres.
Mais um ponto para a criatividade, competência e criatividade de nossos cientistas!
Saúde e Educação: sempre unidos, sempre esquecidos

O Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) publicou, neste mês de dezembro, uma pesquisa, realizada entre os anos de 2001 e 2013, sobre como atrair médicos para as áreas mais carentes destes profissionais. Foi observado que, embora também de grande relevância, os salários e a infraestrutura não foram os fatores que mais influenciaram na escolha do local de trabalho. Os estudos revelaram que o que mais pesou na opção pela região onde trabalhar foi a proximidade dos locais onde residem ou estudaram.
Segundo as pesquisas do Prof. Dr. Mário Scheffer (Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), ocorreu um crescimento linear na proporção de médicos de 1980 (1,15 médicos/1000 habitantes) até 2015 (2,11 médicos/1000 habitantes), quando iniciou um crescimento menos acelerado e fechou o ano de 2018 com 2,18 médicos/1000 habitantes. Porém, sempre foi constatado que persiste a desigualdade na distribuição dos médicos, com maior concentração deles nas regiões Sudeste e Sul e, principalmente, nas capitais dos estados (interior do Rio de Janeiro com 2,11 médicos/1000 habitantes e o interior do Piauí com 0,01 médicos/1000 habitantes).
De volta à pesquisa do IEPS, fica demonstrado melhor custo-benefício no investimento em construção de novas escolas de Medicina, em relação aos recursos utilizados nos programas governamentais dos modelos “Mais Médicos” ou “Médicos Pelo Brasil”.
Sendo assim, penso que o Ministério da Saúde deveria rever a estratégia que visa a melhoria na distribuição dos médicos pelo Brasil, com objetivo de aumentar a abrangência da assistência à saúde em nosso país. Se a intenção é o desenvolvimento, é imperativo e urgente investir em Saúde e Educação, e não só utilizar como apenas bandeiras de campanha eleitoral.
Dúvida…
Este é o retrato atual da saúde pública em nosso município!

A Crise do Município é Falsa, segundo Crivella

Em meio às afirmações incoerentes, ida do prefeito à Brasília em busca de recursos e arrestos de recursos municipais por ordem do Tribunal Regional do Trabalho, a crise se prolonga e é estendida a outras categorias profissionais além da Saúde.
Com a determinação de Crivella em suspender os pagamentos, o dia foi pautado por manifestações dos servidores em frente à sede da prefeitura do Rio.
Enquanto isso, sofrem os funcionários com as contas atrasadas e sofre a população com a precariedade na assistência à Saúde.
Apesar disso, Crivella ainda insiste em vir a público para afirmar que a crise é falsa. Definitivamente, o Rio não merece os políticos que tem. No próximo ano, não vamos reeleger ninguém!
E a Saúde? Tudo bem?

Continua a crítica a situação da saúde municipal no Rio de Janeiro. Enquanto várias unidades estão fechadas, as outras estão super lotadas.
Hoje, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal retornou à mídia para trazer os números da Saúde. No início do ano, foram aprovados R$ 5,3 bilhões (previstos com arrecadação até o final de dezembro) para serem aplicados na Saúde. Até o momento, dos R$ 4,3 bilhões, que constam como gastos, só foram pagos R$ 3,9 bilhões. A conta não fecha? Segundo o vereador, os R$ 400 milhões que faltam foram gastos, ainda no mês de fevereiro, em praças e campos de futebol para satisfazer outros vereadores. Penso que, aqui, vale perguntar. Por que esta mesma Comissão de Saúde da Câmara Municipal não se manifestou à época? Por que só apareceu agora, depois de meses de atrasos de pagamento ao funcionalismo público e após verdadeiro caos instalado na rede municipal? Por que nada fez quando foram demitidos 2500 profissionais de saúde, com a extinção de 200 equipes da estratégia saúde da família?
O Tribunal Regional do Trabalho determinou novo arresto de R$ 325 milhões (quantia igual à que determinou no arresto anterior, suspenso pelo Tribunal Superior do Trabalho). A Prefeitura já sinalizou que vai recorrer…
Agora eu entendi por quê nosso prefeito disse que “Esse é o nosso Rio de Janeiro. É uma esculhambação completa”.
Última pergunta: Quem votou contra o impeachment do Crivella?

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