Climatério e infertilidade

Ao longo da vida, a fertilidade da mulher cai progressivamente e isso gera muitas dúvidas. Mas eu te digo que é possível engravidar no climatério!

Durante esse período, a ovulação ainda ocorre de maneira irregular, no entanto, as chances de uma mulher após os 35 anos engravidar naturalmente são diferentes, porém pode acontecer. Porque no climatério ainda existe o ciclo menstrual e isso significa que há níveis hormonais que possibilitem a ovulação. Então, uma gravidez é totalmente possível, mesmo que mais difícil.

Nos casos em que a gravidez natural não é mais viável ou parece ser pouco provável, a paciente pode ser submetida a um tratamento de reprodução assistida. Vale lembrar sempre da necessidade da consulta médica para uma avaliação minuciosa sobre o caso. É importante também a realização de exames mais completos para compreender a situação.

Ainda tem dúvidas sobre climatério e fertilidade? Comente e compartilhe se você conhece alguma mulher que também se interessa pelo assunto.

Comparações

Ninguém é igual a ninguém, então, quando você compara a sua experiência com a de outra pessoa, você pode pensar que algo está errado com o seu corpo… e cada mulher reage de maneira diferente aos sintomas da menopausa, por exemplo. Comparações podem gerar frustração, sentimento de derrota, desânimo. E você não precisa de nada disso, precisa?

Existem mulheres que chegam à menopausa sem sentir absolutamente nada. Já outras experimentam situações bem incômodas e difíceis de lidar. Portanto, não existe uma regra. Os sintomas e a intensidade deles variam de organismo para organismo.

Você precisa se conhecer e saber o porquê dos seus sintomas e entender as mudanças naturais que ocorrem no seu corpo. Esse autoconhecimento vai te ajudar no diagnóstico e na busca por tratamentos adequados ao seu perfil.

O autoconhecimento e o trabalho da autoestima se faz bastante necessário nesta fase, pois você irá perceber o quanto é importante ter domínio da sua mente para reverter as sensações da menopausa que também mexem com a parte emocional da mulher.

Não vale a pena deixar de lado o seu bem-estar emocional em mais essa etapa importante da sua vida, por isso, procure ajuda e converse com o seu médico sobre a possibilidade de terapias adicionais ao seu tratamento.

Climatério não é doença

O climatério não é uma doença! Faz parte do ciclo de vida feminino que, atualmente, são mais bem compreendidos e discutidos, o que permite que as mulheres vivenciem esse período com mais tranquilidade e informação.

Assim como na infância e adolescência, o climatério é uma fase que precisa de cuidados e atenção, como em qualquer outra fase de nossas vidas.

Inclusive, em alguns casos, a fase do climatério é assintomática. O diagnóstico leva em conta os sintomas, exames clínicos e alguns exames laboratoriais de sangue, e como cada mulher é única, vai reagir de acordo com seu contexto de vida, seja histórico e/ou emocional.

A necessidade de tratamento na fase do climatério baseia-se na intensidade dos sintomas de curto prazo e no risco para doenças em longo prazo, como osteoporose e doença cardiovascular.

⚠⚠O tratamento medicamentoso é individualizado e a terapia de reposição hormonal nem sempre é indicada, devendo ser cuidadosamente avaliada pelo médico, de acordo com as necessidades de cada caso.

⚠ O fato é que todas as mulheres passarão por esta fase, por isso é importante que busque, junto ao ginecologista, os ajustes terapêuticos para o seu caso, e que devem ser reavaliados com frequência, de acordo com as mudanças necessárias em seu estilo de vida.

Boca seca

A menopausa é caracterizada por uma drástica mudança hormonal no corpo da mulher, e ela também se reflete na saúde bucal.

A queda dos níveis hormonais podem causar atrofia (diminuição) das glândulas salivares, causando a diminuição da produção de saliva, consequentemente provocando a “boca seca”.

A pouca quantidade de saliva também atrapalha a deglutição, já que a faringe não fica adequadamente hidratada, aumentando a chance de engasgar, bem como o enfraquecimento da musculatura da faringe, que ocorre com o envelhecimento.

⚠ A halitose (mau-hálito) também pode ser uma consequência da diminuição da quantidade de saliva, pois favorece o desequilíbrio da flora bacteriana na boca.

Por isso, é fundamental a ingestão de líquidos, principalmente água. E a reposição hormonal também é bastante útil, quando não houver contraindicação.

Durante esse período, a mulher deve procurar um(a) dentista para buscar a prevenção bucal e saber quais são os cuidados que devem ser reforçados. O primeiro passo para evitar qualquer tipo de problema é a prevenção, sempre!

Menopausa é envelhecimento?

Não mesmo! Quero te mostrar que após tratar a menopausa e se livrar dos sintomas indesejáveis, é hora de aproveitar essa nova fase tão cheia de possibilidades. Porque, convenhamos, por volta dos 50 anos, as mulheres estão no auge da vida e têm ainda 3 ou 4 décadas, no mínimo, para viver plenamente, se você souber cuidar do corpo e da mente.

Se engana quem pensa que a menopausa é o sinal de que a vida está perto do fim. Por mais difícil que esse período possa parecer, a boa notícia é que os sintomas podem ser controlados com auxílio médico e a qualidade de vida pode ser recuperada. Você só precisa encontrar formas de atravessar essa etapa de maneira leve e feliz.

Imagine que uma mulher que entra na menopausa aos 45 anos ainda está totalmente ativa, e não pode ser “condenada” a viver décadas como se isso fosse o fim. Hoje, a mulher passa muitos anos no climatério e consequentemente, entram na menopausa cada vez mais cedo.

Então eu pergunto: como você quer encarar essa nova fase? É claro que tudo vai depender de como você se cuidou ao longo dos anos. Alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares e cuidados com a saúde mental são necessários desde a infância para garantir que a terceira idade possa ser aproveitada em sua plenitude. Não há mágica…

Se você sempre se preocupou com todos esses aspectos, agora é a hora de colher os frutos! E ainda dá tempo de correr atrás do prejuízo e aproveitar todos os anos que ainda têm pela frente. Só não vale ficar parada esperando o tempo passar.

Tabagismo e reposição hormonal

Outro dia uma seguidora me fez a seguinte pergunta:
“Dr. Sérgio, eu tenho 50 anos e estou na menopausa. Quero fazer a reposição hormonal, mas sou uma fumante inveterada, fumando quase duas carteiras por dia. Há alguma contra indicação?” A resposta foi “Provavelmente sim!!”. E se posso te aconselhar, diria que a primeira coisa a ser feita, para você ficar de bem com a vida, é deixar de fumar!

Sabe por que? O fígado de uma fumante tem a capacidade de reduzir para quase a metade os níveis dos hormônios que nós utilizamos na reposição hormonal, por isso para que você possa fazê-la, doses mais elevadas dos hormônios de reposição têm que ser empregadas para que você obtenha o mesmo benefício que uma mulher não fumante.

A reposição hormonal até lhe trará benefícios iguais àqueles que traz para mulheres não fumantes, mas o seu risco de desenvolver uma doença cardiovascular é maior. Além disso, pesquisas demonstram que a mulher que fuma antecipa a menopausa em até 5 anos, e ainda acelera o envelhecimento da pele e a descalcificação dos ossos.

Portanto, o cigarro é um grande enganador, pois a usuária demora para perceber alguma limitação causada por ele. O ideal é sempre procurar ajuda médica e fazer exames regularmente.