👩 Com a chegada da menopausa, a mulher fica mais vulnerável a algumas doenças. ⠀
👉🏼 No período do climatério ocorrem diversas modificações hormonais, circulatórias e sanguíneas na mulher que favorecem a progressão de doenças cardiovasculares e hábitos ruins como sedentarismo, tabagismo, atividade física regular e sobrepeso aumentam a incidência dessas doenças também. ⠀ 👉🏼 Apesar do risco de câncer de mama ser a principal preocupação feminina, 53% das mulheres brasileiras morrem em decorrência de doenças cardiovasculares em comparação aos 4% do câncer de mama. ⠀ Dentre essas doenças, as mais comuns nessa evento da vida, são o AVC e infarto (como mostram estudos) e entre os 45 e os 64 anos, uma em cada nove mulheres tem alguma forma de doença cardiovascular e, após os 65 anos, essa relação passa para uma em cada três mulheres. ⠀
👉🏼 Além dos hábitos ruins que devem ser eliminados ao longo da vida, a terapia de reposição hormonal (TRH) normalmente é considerada para o alívio dos sintomas climatéricos, conservação da massa óssea, melhoria do bem-estar e da sexualidade e proteção contra a perda do colágeno.
❓ Você tem alguma dúvida sobre isso? Deixe aqui nos comentários.
Por que eu acredito na Saúde Pública? Porque eu já vi dar certo.
Eu poderia encerrar aqui o meu texto, já que este é o maior motivo da minha crença. Porém, provavelmente, muitos não acreditariam nisso. Todos reconhecemos que, há décadas, a nossa saúde pública, salvo raras e honrosas exceções, entregam um atendimento de baixa qualidade.
Então, o que torna tão difícil a melhoria desses serviços?
Seria muito simplista falar que as dificuldades são causadas por falta de vontade ou aporte financeiro. Sem dúvida, são dois fatores importantes, mas a realidade é muito mais complexa do que somente isso.
Primeiramente, eu entendo como indiferente a saúde ser pública ou privada, uma vez que as pessoas e suas necessidades são, na sua essência, as mesmas. Na verdade, a diferença está na gestão.
As interferências políticas na saúde são, sem dúvida, um dos maiores problemas enfrentados nesse segmento.
Os gestores precisam ser escolhidos por meritocracia e terem a autonomia necessária para selecionar sua equipe, bem como sua forma de gestão.
O recrutamento de pessoas deverá seguir critérios fundamentais como comprometimento, disciplina e técnica. Um colaborador comprometido não se limita a entregar apenas o que esperam dele, mas procura sempre agregar valor. Disciplina e técnica também são atributos indispensáveis para a efetividade do trabalho. No entanto, não basta termos um time se ele não se comportar como tal. Cada um, dentro da sua expertise, precisa saber trabalhar de forma sinérgica com os outros membros da equipe.
Com o “staff” definido, torna-se possível a realização do planejamento estratégico. Após a estipulação de metas a serem alcançadas, por parte de entidade reguladora pública ou privada, é importante escolher um referencial teórico. Este deverá ser um serviço de excelência, público ou privado, de igual porte e no mesmo ramo de atividade, com o objetivo de, minimamente, igualar sua qualidade. Em seguida, analisar, minuciosamente, os pontos fortes, fracos, as oportunidades e ameaças (análise SWOT da unidade). Assim, com a participação de toda a equipe, terá uma base melhor para a criação de processos e linhas de cuidado, com maior eficiência e eficácia no cumprimento das metas.
Contudo, é imprescindível a avaliação periódica do serviço, idealmente por uma comissão formada por membros do órgão regulador, da própria direção e representantes dos usuários.
Sendo assim, mesmo com toda a complexidade do sistema, posso afirmar que é factível.
Então, por que não vemos isso funcionando em toda a rede pública?
Lembra quando falei das interferências políticas?…
👉🏼 Já faz tempo em que engravidar entre 20 e 30 anos era comum para a maioria das mulheres. ⠀ Devido a muitas mudanças comportamentais, culturais e sociais, a idade média em que uma mulher engravida aumentou e muitas ultrapassam a faixa dos 35 anos. ⠀ 👉🏼 Isso é um problema? Vou explicar. ⠀ Para o Ministério da Saúde, mulheres com mais de 35 anos devem ter uma atenção diferenciada na gestação por serem mais suscetíveis a algumas doenças como hipertensão gestacional e diabetes gestacional, por exemplo. ⠀ 👉🏼 Mas é claro que tudo depende do estilo de vida dessa mulher que pode ser muito mais saudável do que uma 10 anos mais nova. ⠀ Sem sombra de dúvida, os hábitos interferem em uma gestação sem risco sem deixar de considerar que a partir dos 35 anos os óvulos entram em processo de envelhecimento, o que vai tornando cada vez mais difícil o alcance do sonho da maternidade. ⠀ ⚠ Com um acompanhamento adequado, até o início de uma menopausa, é possível engravidar, porém as chances vão diminuindo a cada ano já que o estoque de óvulos vai acabando e perdendo a qualidade. ⠀ 👉🏼 Planeja engravidar a partir dos 35 anos? Consulte o seu médico para entender as possibilidades e fazer o acompanhamento necessário.
A tão temida menopausa chega para todas as mulheres. 😋 ⠀ 👉 É possível descobrir quando ela chegar através de exames que apenas o seu médico pode passar. ⠀ 👉 São eles: ⠀ – FSH (Hormônio Folículo-Estimulante): Esse hormônio tem como função promover a maturação dos óvulos durante a idade fértil. Os valores de FSH variam de acordo com o período do ciclo menstrual e a idade da mulher. Caso os exames revelem que os valores desse hormônio estão elevados, isso indica que há uma diminuição na função ovariana, ou seja, diminuição da fertilidade da mulher. ⠀ – LH (Hormônio Luteinizante): Assim como o FSH, o LH é responsável pela ovulação e produção de progesterona e seus valores variam de acordo com a fase do ciclo menstrual. Normalmente, quando os exames revelam valores muito elevados, indica menopausa. ⠀ – Cortisol: É um hormônio naturalmente produzido pelo corpo com o objetivo de ajudar o organismo no controle do estresse e na diminuição da inflamação. Quando encontrado concentrações altas desse hormônio no sangue, pode haver alterações no ciclo menstrual. Com esse exame, o médico pode avaliar se essas alterações são sinais de menopausa ou níveis elevados de cortisol. ⠀ – Prolactina: É um hormônio importante para regular outros hormônios femininos que pode interferir na ovulação e na menstruação. Com níveis altos de prolactina no sangue, a mulher pode apresentar sintomas como menstruação irregular ou ausência de menstruação, assim como sintomas comuns da menopausa. ⠀ – HCG: É um hormônio produzido durante a gravidez que tem como função manter a gestação. Se nos exames indicar esse hormônio no sangue, ao invés de alterações hormonais causadas pelo climatério, serão alterações causadas pela gravidez.
👉 Mito: embora amenize diversos sintomas durante o climatério e a menopausa, a reposição hormonal deve ser avaliada individualmente por um médico. ⠀ 👉 Para as mulheres que possuem histórico de câncer de mama na família, diabetes, pressão alta e obesidade, os hormônios sintéticos não são indicados. ⠀ 👉Uma alimentação balanceada, atividade física regular e alguns remédios fitoterápicos, por exemplo, podem também amenizar os sintomas.
Quantas vezes por ano você dedica um tempo para cuidar de VOCÊ?
👨⚕️ A frequência da ida ao ginecologista deve ser de no mínimo uma vez ao ano, para que ocorra cuidados preventivos e como manutenção da saúde.
👉 E pensando justamente na menopausa, é necessário que você procure um médico quando os sintomas se tornarem desconfortáveis ou interferirem na sua qualidade de vida.
👉 Algumas mulheres por não sentirem sintomas nenhum, não percebem que entraram no climatério, por isso é de extrema importância ir ao médico.
Você costuma ir ao ginecologista com que frequência?
Na verdade, nesse período as mudanças físicas advindas do climatério, mexem completamente com o psicológico da mulher. 💡
👉 Mesmo sabendo que envelhecer é natural, cada mulher recebe e enfrenta essa fase de um jeito diferente. ⠀ 👉 Dependendo do grau de dificuldade que elas encontrem, ocorre um sofrimento psicológico que pode torná-la vulnerável a certas doenças.
💙 Nossa mente comanda todo o resto do nosso corpo, por isso é importante cuidar da saúde mental quando esse período chega.
Você com certeza já deve ter se questionado muitas vezes sobre os tratamentos. São todas as mulheres que precisam de tratamento medicamentoso?
❌Não, cada caso é um caso. Mas, alguns cuidados trazem resultados e devem ser aplicados para qualquer pessoa. São eles:
👉 Manter uma alimentação saudável – ter uma alimentação saudável é imprescindível nesse momento, pois existe o risco do surgimento de doenças cardiovasculares e osteoporose. Evitar o tabagismo, a cafeína e bebidas alcoólicas.
👉 Praticar atividades físicas – auxilia na prevenção de ganho de peso, ajuda na qualidade do sono, melhora o humor e a densidade óssea, evitando fraturas.
👉 Qualidade do sono – ter uma rotina de sono boa faz toda diferença, a noite de sono deve ser considerada muito importante. Por isso evite: cafeína e álcool antes de dormir. ⠀ 👉 Praticar técnicas de relaxamento – praticar ioga ou meditação diminuem o estresse e a ansiedade.
💙 Agora você já sabe exatamente o que fazer para ter uma vida melhor e bem estar!
Segundo dados oficiais do governo, em 2019 (em 2020 os dados foram descartados, por conta da pandemia) foram diagnosticados 152.915 casos novos de sífilis no Brasil.
Em relação a 2010, houve um aumento de 3.467% (sim, três mil, quatrocentos e sessenta e sete por cento) na incidência desta doença, quando passou de 2,1 para 72,8 casos para cada 100 mil habitantes em nosso país.
Somente no município do Rio de Janeiro, mesmo sem considerarmos a notória subnotificação, tivemos 7.303 novos casos em 2019. Isto significa que são 108,7 doentes para cada 100 mil munícipes, ou seja, um aumento de 898% em relação a 2010.
O mais incrível é que estamos falando de uma doença cujo exame, descrito pela primeira vez em 1906, é simples e barato. Além disso, o tratamento é feito com penicilina, medicamento descoberto em 1928.
O Ministério da Saúde alega que o número de casos aumentou pela maior oferta de testes para diagnóstico, menor utilização de medidas preventivas como o preservativo e problemas na importação de penicilina ocorridos nos últimos anos.
Embora estes fatos sejam reais, entendo que existem outras questões que contribuem para o agravamento desta importante mazela social.
Quando estava na direção da maior maternidade do Estado do Rio de Janeiro, Hospital Estadual da Mãe, somente nesta unidade eram realizados cerca de 700 partos por mês. Com isso, tivemos a oportunidade de realizar um estudo com 1204 gestantes, que foram internadas em trabalho de parto, e constatamos mais de 5% de gestantes com o teste positivo para sífilis.
Esta alta prevalência aponta para fragilidades da nossa atenção primária, com deficiências na linha de cuidados básicos de saúde, principalmente na assistência pré-natal, uma vez que o exame de diagnóstico faz parte daqueles recomendados pelo Ministério da Saúde.
Ao entrevistarmos cada uma delas, verificamos vários fatores que contribuíram para que, mesmo ao longo de meses, não tivessem resolvido este problema.
A maior parte destas grávidas tinham realizado as seis consultas mínimas de pré-natal, preconizadas pelo Ministério da Saúde. Porém, algumas não receberam o pedido do exame; outras não conseguiram realizá-lo nos postos de saúde; diferente das que fizeram o teste, mas não pegaram o resultado; tiveram as que pegaram resultado, mas não o levaram para as consultas de pré-natal; e, ainda, as que levaram, mas, o profissional de saúde não prescreveu corretamente o tratamento. Além disso, também ocorreram algumas reinfecções pelo fato de o parceiro não ter sido tratado.
Durante todos os anos em que estive à frente das principais maternidades do estado do Rio de Janeiro, nunca recebi uma comissão da Secretaria de Vigilância em Saúde para promover uma cuidadosa análise dos casos, detectar as falhas nos processos da atenção básica de saúde e formular ações de combate a este problema.
Sendo assim, continuamos à espera de políticas públicas efetivas para o enfrentamento desta e de outras doenças que assolam nosso meio, desde o século passado.
Ontem, mais uma vez, tivemos notícia da Saúde através das páginas policiais.
A polícia federal cumpriu mais 11 mandados de prisão, dentre os quais 4 eram de desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ).
Neste inquérito surge, mais uma vez, o nome da Organização Social Pró-Saúde, como pagadora de propina para obter benefícios no repasse de recursos do Estado.
Essa Organização Social é a mesma envolvida no processo no qual o Ministério Público Federal denunciou o deputado federal Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, conhecido como Dr. Luizinho.
Apesar das pendências judiciais, o parlamentar tem demonstrado alinhamento com o governador Cláudio Castro e grande influência na Saúde do Rio de Janeiro.
No dia 9 de fevereiro, por indicação do Dr. Luizinho, Leonardo Ferreira de Santana assumiu a Subsecretaria Executiva de Saúde e a função de “dono do cofre”, como ordenador de despesas e responsável, entre outras coisas, pela abertura de processos de licitação e assinatura de contratos.
Ele já havia exercido esta função em 2017, quando o Dr. Luizinho era Secretário de Estado de Saúde no governo de Luiz Fernando Pezão.
O Sr. Leonardo também já tinha trabalhado na Superintendência de Acompanhamento dos Contratos de Gestão, quando o Secretário de Saúde era o Dr. Sérgio Côrtes, durante o governo de Sérgio Cabral.
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