Fisioterapia pélvica

A Fisioterapia Pélvica, também conhecida como Fisioterapia do assoalho pélvico, é a avaliação e o tratamento de sintomas que se manifestam nesta região.

👉Pra que você entenda melhor, o assoalho pélvico é um conjunto de músculos, ligamentos, nervos e tecido conjuntivo na pelve, ou seja, embaixo do abdômen. O seu papel é pra lá de importante no corpo, porque fornece sustentação pra a bexiga, os órgãos genitais, o útero e o ânus.

Um dos problemas mais frequentes do enfraquecimento da musculatura pélvica é a incontinência urinária e o risco de queda da bexiga e de útero. Além disso, a área de Fisioterapia Pélvica atende mulheres no tratamento de doenças como o vaginismo e a endometriose.

👉Quando o assoalho pélvico está enfraquecido ou flácido, surgem alguns sintomas bem desconfortáveis. Os mais comuns são:

– urgência: desejo forte e quase incontrolável de urinar ou defecar;
– noctúria: acordar várias vezes à noite pra urinar;
– constipação: passagem difícil de fezes duras menos de 3 vezes por semana;
– polaciúria: urinar com tanta frequência que sua rotina normal é afetada;
– incontinência: dificuldade de controlar a saída de urina e fezes;
– dor pélvica crônica: dor dentro ou ao redor da região pélvica que aparece por 3 meses ou mais sem qualquer diagnóstico físico positivo ou explicação médica.

👉Então, fazer um tratamento com Fisioterapia Pélvica pode trazer diversos benefícios para a paciente como se livrar da ansiedade, depressão e isolamento causados por problemas decorrentes do enfraquecimento da musculatura pélvica.

Ainda na dúvida se deve fazer a Fisioterapia Pélvica? Quer saber mais sobre nosso o assunto e os tipos de tratamento?

Sem desespero

A coceira vaginal muitas vezes é causada por um fungo chamado candida, responsável pela candidíase, mas pode ser um sintoma causado por outra irritação ou infecção no local. Dentre as causas que podem levar ao aparecimento da coceira vaginal, destaco o climatério, vaginoses ou o uso de produtos na região íntima que desencadeiam processos alérgicos.

👉Já a secura vaginal costuma surgir depois da menopausa, e está relacionada com a diminuição natural da produção do hormônio chamado estrogênio.

Mas ela pode acontecer em qualquer idade, devido a vários tipos de problema, e causar desconforto especialmente durante o contato íntimo.

👉E o que fazer nesses casos? Com relação à secura vaginal, é aconselhado consultar o ginecologista para avaliar os níveis de estrogênio no organismo e iniciar a reposição desse hormônios com remédios, se necessário e possível.

👉A coceira vaginal se cura por conta própria muitas vezes. No entanto, se o sintoma persistir, agravar ou voltar após o tratamento, marque uma consulta ginecológica para fazer exames.

🖐Evite o uso de absorventes, protetores diários, ou duchas antes da consulta, para que o seu médico consiga avaliar o corrimento na vagina e fazer um diagnóstico adequado.

😉Em caso de dúvida, converse com seu ginecologista. Ele irá avaliar a necessidade de fazer, ou não, exames laboratoriais para identificar a causa dos possíveis problemas!

Conheça seu corpo

O quão bem você conhece seu próprio corpo… Entender o que causa dores, doenças e mesmo o bem-estar é a chave para cuidar bem da saúde. Será que você tem prestado atenção nele? 🤔

Identificar os sinais que seu corpo te dá e conhecer cada parte, tanto sexual, física e mentalmente, é tarefa para todos os dias. E saiba que existem outras vantagens que valem cada segundo gasto.

👉Te dou 8 motivos que vão além da anatomia, e que podem te ajudar a se conectar melhor, identificar alguns fatores no seu corpo e de brinde, elevar sua autoestima:

1- Quando você entende seu corpo, é mais fácil identificar como funciona o seu ciclo menstrual e te permite evitar possíveis desconfortos como cólicas ou enxaquecas.

2- Com relação ao sexo, se conhecendo, você não passa por situações que te deixam desconfortável (ou infeliz). Uma das maravilhosas vantagens de conhecer muito bem o seu corpo é que, depois de um tempinho (e alguns erros), você entende o que te faz bem e o que não faz.

3- Se você se aceita e reconhece que cada corpo é único, então você passa a se cobrar menos por padrões surreais que não condizem com a sua realidade.

4- Pode ajustar a sua alimentação para que ela funcione perfeitamente trazendo muitos benefícios.

5- Se olhe no espelho diariamente! Entenda que nem sempre você vai estar 100%, e se você se conhece, talvez perceba que essa sensação é passageira (ou podem ser os seus hormônios!). Cada dia seu corpo responde de uma maneira diferente.

6- Você percebe com mais facilidade possíveis problemas de saúde. Isso faz com que você procure ajuda o mais rápido possível… quanto mais a gente sabe, melhor compreendemos o que acontece e, principalmente, quando algo está errado. Observação do ciclo menstrual, seria um dos exemplos de como é legal prestar atenção no seu corpo.

7- E também saber quais remédios te fazem bem ou mal, quais tipos de tratamento são mais eficazes e melhoram o funcionamento do seu corpo.

8- Se você compreende que cada fase da sua vida trará novos desafios, como o período do climatério, por exemplo, você passa a respeitar os seus limites e entender cada parte do processo.

Vaginismo


“Vaginismo é coisa da minha cabeça, Dr.?”.

👉🏼 Eu já ouvi questionamentos como estes e sim! Na maioria dos casos, ele está muito mais ligado ao psicológico do que à disfunções corporais.

É uma condição que pode ser causada por estresses físicos e emocionais. Mas isso não que dizer que seja “invenção da mulher”… Vaginismo dói, e eu te conto porquê!

👉🏼 Trata-se de um problema que gera dor na hora da relação sexual e afeta cerca de 5% da população feminina. Causado muitas vezes pelo medo e estresse excessivo.

O Vaginismo é uma condição na qual o espasmo muscular involuntário impede a penetração vaginal. Isso geralmente resulta em dor e desconforto para mulheres no momento do ato sexual, justamente quando elas deveriam sentir prazer e não dor.

👉🏼 Na menopausa e no climatério acontece, geralmente, devido à secura dos tecidos vulvar e vaginal, pelo resultado da redução do estrogênio.

Pode ocorrer também como resultado de “micro-roturas” causando primeiro a dor sexual e depois, levando ao Vaginismo.

👉🏼 Quais são os sintomas do vaginismo?(lembrando que podem variar entre as mulheres)

✔ Dispareunia (relação sexual dolorosa), com sensação de aperto e dor que pode estar queimando ou ardendo;
✔ Dificuldade para penetração durante o sexo;
✔ Dor sexual a longo prazo com ou sem causa conhecida; durante a inserção de um absorvente interno; ou em um exame ginecológico;
✔ Espasmo muscular generalizado ou interrupção da respiração durante a tentativa de relação sexual.

⚠ É muito importante diagnosticar o Vaginismo! Através de um exame pélvico, é possível determinar o tipo de tratamento que deve envolver diferentes especialistas, como ginecologistas, psicólogos ou sexólogos, dependendo da causa.

Nossa, esse assunto é tão interessante que merece uma segunda parte, vocês não acham?😉

Incontinência urinária

Calma! Espera… A incontinência urinária tem cura na maioria dos casos e, em situações mais complexas, já podemos contar com tratamentos eficazes, seguros e que mantêm (ou devolvem) a qualidade de vida.

👉🏼 A incontinência é o tipo de problema que traz sérias repercussões no dia a dia da pessoa e podem causar algumas mudanças comportamentais, como o aumento nos níveis de ansiedade e depressão, redução da produtividade no trabalho, podendo até causar o isolamento ou afastamento do convívio social.

👉🏼 A perda involuntária de urina em si é outro fator que pode levar a constrangimentos, porque, em alguns casos, existe a necessidade do uso de fraldas e absorventes, e isso pode causar desconforto, irritações na pele e gastos financeiros extras.

Mas, afinal, o que está por trás da incontinência urinária?

👉🏼 Alguns fatores de risco são comuns a homens e mulheres, como o avançar da idade, diabetes, obesidade, doenças neurológicas e fatores hereditários.

Entre as mulheres é mais comum, por questões como ter tido muitos filhos, a queda de hormônios na menopausa e antecedentes de cirurgias ginecológicas.

👉🏼 Se isso acontecer com você, o mais importante é deixar a vergonha de lado e procurar ajuda profissional.

😉 Agora você já sabe que há cura, porém é sempre bom lembrar que o tratamento inclui algumas mudanças no seu estilo de vida.

Protetor diário

Essa é a maior dúvida entre as mulheres… e a resposta é: depende!

O risco está no uso incorreto, porque se você usa o protetor diário de forma errada, com certeza haverá problemas como alergias ou coceiras.

👉🏼 O primeiro passo é saber para qual finalidade você precisa usá-los. Escolha protetores de acordo com a sua necessidade, seja para protege-la de um possível mau odor ou para o finalzinho da menstruação. Utilize pelo menor número de dias possível, pois manter essa região abafada, constantemente, pode causar irritações e corrimentos.

✔ A dica é: antes de fixar o protetor diário na calcinha, certifique-se de que a região íntima está limpa e seca, e mantenha sempre os cuidados com a sua higiene, utilizando sabonetes íntimos, que podem ser na versão líquida ou em barra.

👉🏼 Troque seu protetor diário pelo menos 2x ao dia, ou mais, caso você sinta a necessidade.

Essa dica serve para os modelos de protetores diários respirável e de proteção, bem como o esportivo. Mesmo os que possuem uma estrutura mais porosa e resistente, devem ser trocados ao longo do dia.

👉🏼 Evite ficar com o mesmo protetor por muito tempo, para que não haja o acúmulo de umidade ou corrimentos menstruais, por exemplo. Essa umidade pode causar infecções por bactérias e/ou por fungos.

😉 Ah, e para as mulheres que preferem o protetor diário de pano, lembrem-se: esse tipo de protetor também deve ser trocado durante o dia.

Como esse modelo é lavável e reutilizável, aconselho ter mais de um par em seu kit de higiene. Assim você sempre terá um protetor reserva em sua bolsa para emergências.

😉 Pronto! agora você pode ficar mais tranquila e não se esqueça… sempre que perceber algo diferente, procure fazer uma consulta com seu (ou sua) ginecologista.

Por que Climatério?

Muitos me perguntam por que dar atenção especial às mulheres do climatério.

Bem, vários são os motivos que me levaram a dedicar grande parte do meu estudo para essa fase da vida delas.

Sempre fiquei fascinado pela influência que os hormônios têm sobre o corpo.

No caso dos hormônios ovarianos, eles agem nos ciclos menstruais, ovulação, gestação, circulação, digestão e até nas emoções.

Mexem com o útero, mamas, pele, distribuição da gordura, fígado, aparelho digestório, vasos sanguíneos, ossos e até cérebro.

Além disso, segundo o último censo do IBGE, 51% da população brasileira é composta por mulheres e, se considerarmos apenas as pessoas acima de 40 anos, a população feminina sobe para 53%.

Mesmo assim, ainda são poucos os profissionais que se dedicam às mulheres que estão neste novo período de grandes mudanças no seu organismo.

Portanto, tenho me empenhado em cuidar dessas jovens senhoras que têm, no climatério, uma oportunidade de se reinventar e ter uma excelente qualidade de vida.

Viajar é preciso

Peço aqui licença ao general romano Pompeu que, no século I a.C., encorajava seus marinheiros com a frase “Navigare necesse, vivere non est necesse”, repetida ao longo da história pelo poeta italiano Petrarca, no século XIV, e pelo inesquecível Fernando Pessoa.

Assim, cometo a heresia de adaptá-la à minha realidade onde “viajar é preciso”.

É preciso conhecer locais diferentes, de culturas diversas e entendimentos adaptados às suas realidades.

Quando viajo, além da evidente contribuição ao conhecimento e à cultura, pratico um verdadeiro exercício de resiliência, tolerância e respeito a visões diferentes.

Quando saio em meus passeios, entendo porque um dos significados de “viajar” é “sonhar”.

Conhecendo realidades tão diferentes, sonho com um mundo onde o convívio seja harmônico, e tenha como objetivo principal tornar a vida mais feliz.