
O portal da transparência foi criado para dar respaldo à credibilidade necessária ao governo. Sendo assim, torna-se difícil de compreender a retirada, do portal, dos gastos emergenciais realizados no combate a COVID-19.
Igualmente difícil entender a retirada da gestão realizada pelo Corpo de Bombeiro do Estado do Rio de Janeiro, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Rio de Janeiro, para entregá-la à empresa OZZ Saúde Eireli, mediante contrato emergencial no valor de R$ 76,5 milhões. A Subsecretária de Gestão da Atenção Integral, Dra. Mariana Scardua, responsável pela fiscalização de contratos e gestão de recursos, que já vinha perdendo espaço para o Subsecretário Executivo Gabriell Neves, acabou sendo exonerada no dia 03/04.
Ainda por conta da situação de emergência, foi assinado contrato, sem licitação, entre a Secretaria de Estado de Saúde e a OSS IABAS, no valor de quase R$ 835 milhões, para construir e administrar 7 hospitais de campanha no estado. Vale lembrar que esta organização social IABAS já respondeu por desvio de verba na saúde municipal e, em 2019, teve suspenso o seu direito de participar de licitações públicas por dois anos.
Já no último sábado (11/04), o subsecretário Gabriell Neves, que avalizou estes e outros contratos, teve seu afastamento decretado “atendendo às determinações de lisura e austeridade do Governo do Estado do Rio de Janeiro”, segundo a Secretaria de Saúde.
Contudo, também resta explicar o porquê da compra de 50 respiradores pelo valor de R$ 9.900.000,00 (NFe: 33200422682915000167550010000003201704611933), mais que o dobro do valor de mercado, em uma empresa de equipamentos de informática.
Gostaria que a transparência fosse visível…














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