Campanha de vacinação

É lamentável que nenhum, repito, NENHUM município do estado do Rio de Janeiro tenha alcançado a meta de cobertura da vacinação contra gripe.A campanha, que começou há mais de um mês e meio, alcançou um pouco mais da metade da cobertura. Por este motivo, a  Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro – SES/RJ prorrogou o prazo para vacinação até o dia 15 de junho.

A imprensa tem divulgado muito pouco a campanha de vacinação. Sendo assim, muitas pessoas desconhecem a existência da campanha, além de abrir espaço para o surgimento de informações falsas sobre as vacinas. É fundamental que a mídia divulgue e esclareça assuntos de real importância para a população. As vacinas atualmente estão cada vez mais seguras e são as principais armas que temos contra as doenças preveníveis.

Tem prioridade para a vacinação gratuita:
– Crianças de 6 meses a 6 anos. incompletos (5 anos, 11 meses e 29 dias)
– Gestantes.
– Mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias.
– Pessoas com mais de 60 anos.
– Profissionais da saúde.
– Professores da rede pública e particular.
– População indígena.
– Portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma e artrite reumatoide.
– Indivíduos imunossuprimidos, como pacientes com câncer que fazem quimioterapia e radioterapia.
– Portadores de trissomias, como as síndromes de Down e de Klinefelter.
– Pessoas privadas de liberdade.
– Adolescentes internados em instituições socioeducativas, como a Fundação Casa.

Vamos todos nos informar, vacinar e ajudar a divulgar a campanha !!

Saiba mais

A Saúde e seu Orçamento

Em matéria publicada hoje no setor de Economia do site da UOL, empresa de seguros e avaliação de riscos acena, aplaudida pelos convênios, com mais um aumento abusivo de 17% nos planos de saúde.

A argumentação utilizada, há anos, pela Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) de que estes aumentos abusivos são “tecnicamente necessários para lidar com a inflação estimada nos preços, com os avanços tecnológicos na área médica e com os padrões de utilização dos planos” configura uma transferência de responsabilidades baseada em dados fornecidos pelas próprias operadoras de planos de saúde. Ao meu ver, este fato, por si próprio, já configura, minimamente, um conflito de interesses.Bem, vamos analisar cada item, a começar pela inflação estimada. A própria matéria publicada pelo site (link abaixo) adverte que o aumento de 17%, previsto para os planos de saúde, está mais que 4 vezes o valor da inflação no período, já que o índice pelo IPCA foi de 4,04%, segundo o último Boletim Focus do Banco Central. Quanto aos avanços tecnológicos na área médica, realmente eles existem, porém, os investimentos ficam a cargo dos prestadores de serviço que não têm conseguido repassar estes custos para as tabelas praticadas pelos convênios. Também vale lembrar que a remuneração dos médicos, e outros profissionais da saúde, tem sido reajustada abaixo da inflação, ocasionando uma perda sucessiva de seu valor real ao longo das últimas décadas. Por último, culpar a utilização também não faz sentido, uma vez que nem a população, nem a expectativa de vida, cresceram nesse percentual no último ano, tampouco a prática médica sofreu alterações que tivessem impacto de mudança nos custos dos convênios. Entretanto, o que a Abramge não cita é, exatamente, a grande evasão de segurados por conta desses aumentos abusivos, e, aos que ainda permanecem, cabe ratear, com a cota cada vez maior, a receita para manutenção de grandes lucros para as operadoras de saúde.

A situação não é simples pois os convênios, se valendo de seu poderio econômico, da precariedade dos serviços públicos de saúde e de uma fiscalização governamental ineficaz, têm comandado as ações, em detrimento do acesso à assistência médica economicamente viável e de boa qualidade para os usuários. Por outro lado, os usuários assistem seus orçamentos serem quebrados pelos gastos com a saúde, sem ter força ou apoio para reagir.

Enfim, precisamos de parlamentares engajados na causa da saúde, para cobrar do Governo melhorias nos serviços públicos de saúde, bem como cobrar da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) maior rigor na regulação e fiscalização das operadoras de saúde.

Saiba mais

Comer bem faz bem

Há alguns dias, publiquei um post sobre alimentação saudável para as gestantes e crianças. Dada a grande repercussão, resolvi ampliar e aprofundar um pouco mais a discussão sobre os malefícios de alimentos industrializados.

Recentemente, o New York Times divulgou uma pesquisa que ratificou os perigos deste tipo de alimentação. Já é bem conhecido que os alimentos processados possuem grande quantidade de calorias e baixo teor nutricional, pela baixa ou nenhuma quantidade de fibras, proteínas, vitaminas e outros nutrientes importantes para nossa saúde. Mas, vai além disso. Estes alimentos são preparados com carboidratos refinados, açúcares e gorduras, cuidadosamente projetados para atuar nos “gatilhos” da fome e atrair o paladar humano. Com isso, causam nas pessoas uma vontade quase irresistível de aumentar cada vez mais seu consumo, o que proporciona um caminho aberto para a obesidade. Vale ressaltar que as pessoas obesas tendem a praticar menos exercícios físicos e aderirem a outros hábitos prejudiciais à saúde, por exemplo, o tabagismo. Como resultado, temos maior risco de doenças como hipertensão arterial, AVC, infarto do miocárdio, diabetes, câncer, entre outras. Porém, os efeitos nocivos podem surgir mesmo na ausência do ganho de peso. Os antioxidantes e conservantes habitualmente afetam as funções gastrointestinais, aumentam o nível de colesterol no sangue e podem causar alergias. Os acidulantes podem causar descalcificação de dentes e ossos, e também há outras substâncias potencialmente nocivas à saúde.

Conclusão: Alimentação e hábitos saudáveis ainda são a melhor forma de buscar uma vida longa e de qualidade.

Artigo do New York Times, clique aqui

Cuide da saúde … e das crianças

Não é segredo para ninguém que devemos cultivar hábitos saudáveis de alimentação, principalmente nas gestantes e crianças. Entretanto, não é fácil resistir às ofertas e intensas campanhas de marketing sobre os produtos industrializados. Com isso, estamos observado a obesidade crescer no Brasil, especialmente nas crianças de 2 a 5 anos. 
Pesquisadores da Universidade de Columbia publicaram um estudo na revista americana Academic Pediatrics, que pode perfeitamente ser aplicado em nosso país. Eles verificaram que o consumo regular de bebidas açucaradas pelas gestantes, ou crianças de até 2 anos, podem levar a uma futura obesidade infantil. 
Organização Mundial da Saúde já apontou o Brasil como um dos países com consumo de açúcar acima da média recomendada. Comprovamos isso, entre outras coisas, com uma farta ingestão de sucos industrializados, leites com sabor e refrigerantes, onde todos têm grande quantidade de açúcar. Vale lembrar que a melhor bebida para hidratar o corpo, principalmente dos bebês, é simplesmente a água, como diz a Sociedade Brasileira de Pediatria. A ingestão de sucos é importante no quesito vitaminas, porém deve-se ter sempre a preferência pelos sucos naturais e sem açúcar.
Sendo assim, vamos cuidar mais de nossa saúde e de nossas crianças, ingerindo mais água e suco de frutas frescas sem açúcar. 

Saiba mais

Legal, mas … moral?

Mais uma manobra jurídica para demonstrar que legalidade, justiça e moralidade nem sempre andam de mãos dadas.

A iniciativa da defesa de José Dirceu em solicitar a prescrição dos crimes cometidos pelo petista, caso seja acatada, irá configurar, como dito na matéria, mais um “tapa na cara” da sociedade.

Quando não há punição, ou quando esta é menor do que o benefício recebido, a mensagem passada é de que o crime compensa. Protelar o processo até que corra o tempo para sua prescrição é uma das estratégias mais antigas e conhecidas. O Poder Judiciário, ao permitir que isso aconteça, se torna conivente com essa prática. É fundamental que a lei seja aplicada com o rigor necessário, para que a população volte a ter esperança.

Saiba mais

Inclusão ou não exclusão?

O exemplo veio da Argentina onde, pela primeira vez, uma pessoa com Síndrome de Down se torna professora. Devemos lembrar que ela não tem uma doença adquirida, mas nasceu com uma condição genética diferente das outras pessoas. Esta diferença não gera uma incapacidade, apenas uma velocidade diferente no aprendizado, tudo no tempo dela. Por outro lado, vale ressaltar que a inclusão social se inicia no nascimento, evento no qual, a partir dele, o indivíduo se insere na sociedade. Em seguida, o que vemos é a sociedade evoluir e manter este convívio. Penso que o único motivo que teríamos para afastar um indivíduo de seus pares seria uma transgressão, do primeiro, aos princípios e valores das pessoas que o cercam. Dito isso, não entendo como “inclusão” o fato de um portador da Síndrome de Down frequentar uma escola comum, já que este seria o caminho natural de qualquer pessoa. Também não encaro como “inclusão” o fato de um portador dessa síndrome atuar como um professor, se ele tiver capacidade para tal. Porém, vejo como uma condenável exclusão o eventual impedimento ou afastamento de alguém, motivado apenas por esta alteração genética.
Não se trata de uma discussão semântica mas, sim, na forma de como encarar esta situação. Não vejo um ato natural como uma benemerência, mas entendo a exclusão como uma atitude perniciosa.
Importante lembrar quão nocivo pode ser qualquer tipo de preconceito, uma vez que eles levantam barreiras que podem dificultar, ou mesmo impedir, uma pessoa de ter uma vida próspera, feliz e saudável.

Veja mais

Proibido adoecer

Fica cada vez mais insustentável a manutenção de uma assistência médica digna no Brasil. Além da conhecida baixa a qualidade dos serviços públicos de saúde, que conseguiu piorar ainda mais nos últimos anos, a Agência Nacional de Saúde  Suplementar (ANS) demonstra sua incapacidade, ou falta de vontade política, em impedir esses aumentos abusivos nos valores praticados pelos planos de saúde. Com aumentos que alcançam quase o dobro da inflação registrada no país, são inaceitáveis as argumentações da própria ANS para tentar justificar os preços cada vez mais altos cobrados pelas operadoras de saúde. Os representantes de classe das diversas categorias de profissionais de saúde lutam a duras penas por reajustes que têm ocorrido abaixo do índice inflacionário. Além disso, utilizar nos cálculos de reajuste dos preços a taxa de utilização dos serviços de saúde que é informada por órgãos das operadoras de saúde configura, minimamente, um conflito de interesses. Segundo o Valor Econômico, a  inflação dos planos foi de 8,71%, enquanto o da inflação geral foi de 5,96%, e a do setor saúde, de 5,51%. É  lamentável que a ANS, empresa vinculada ao Ministério da Saúde para regular os planos de saúde em defesa do consumidor, esteja tão alinhada com a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade representante dos planos privados de saúde.Enfim, espero que tenhamos saúde para enfrentar tudo isso …
Saiba mais

Inteligência Artificial avança no campo dos medicamentos

Há algumas semanas, fiz um post comentando sobre os limites da inteligência artificial. Ontem foi publicado, em um importante site internacional de negócios e economia, uma notícia que demonstra bem o grande potencial da inteligência artificial na área da saúde.
A Recursion, uma das maiores empresas  no emprego de inteligência artificial na indústria farmacêutica, divulgou que abrirá uma parte do seu gigantesco banco de dados e convidará a comunidade científica para o desenvolvimento de novas tecnologias para a descoberta de novos medicamentos. Com isso, abre a perspectiva de que novos medicamentos cheguem ao mercado com maior velocidade, além de possibilitar às empresas menores, limitadas por custos proibitivos da pesquisa neste ramo, que tenham a possibilidade de produzir remédios para segmentos específicos.
Parabéns à empresa Recursion pela iniciativa.

Saiba mais