Sem emagrecer?

As mulheres na menopausa têm mais dificuldades para emagrecer devido à diminuição do metabolismo. 😲

👉🏼 Principalmente pela perda gradual de massa muscular, fica mais difícil o açúcar entrar na célula, o que gera uma “sobra” e facilita ganhar gordura.

👉🏼 Além disso, as variações hormonais típicas desse período podem levar a alterações emocionais com consequentes mudanças no padrão alimentar, já que comer não é só um ato físico, mas muito emocional.

Desta forma, as mulheres que aprendem a fazer as escolhas certas, se adequam, não engordam e até mesmo emagrecem. 😉

As que não o fazem, isto é, não se adequam, acabam engordando ou não emagrecendo. 😖

👉🏼 Com a queda dos níveis de estrogênios durante a menopausa, os ossos podem se tornar mais frágeis, levando à osteoporose.


⚠ Portanto, é importante aumentar a ingestão de cálcio (leite, iogurte, queijos, peixes, vegetais como brócolis, nozes e sementes) para dar suporte à densidade óssea.


⚠ Evite beber café, chá preto e refrigerantes, que podem interferir na absorção de cálcio.

😉 Procure tomar sol para estimular a produção de vitamina D pela pele, pelo menos 15 minutos ao dia, antes das nove horas ou depois das quinze horas para evitar os raios UV.

🏃‍♀️ Fazer exercícios regularmente pode ajudar em vários aspectos: controlar o apetite, melhorar a digestão, controlar o peso, contribuir para a saúde dos ossos além de poderoso e positivo efeito sobre as emoções, a saúde mental e conjugal.
👉🏼 Sempre consulte o seu Ginecologista para uma orientação personalizada!

Por que eu acredito na Saúde Pública?

Por que eu acredito na Saúde Pública? Porque eu já vi dar certo.

Eu poderia encerrar aqui o meu texto, já que este é o maior motivo da minha crença. Porém, provavelmente, muitos não acreditariam nisso. Todos reconhecemos que, há décadas, a nossa saúde pública, salvo raras e honrosas exceções, entregam um atendimento de baixa qualidade.

Então, o que torna tão difícil a melhoria desses serviços?

Seria muito simplista falar que as dificuldades são causadas por falta de vontade ou aporte financeiro. Sem dúvida, são dois fatores importantes, mas a realidade é muito mais complexa do que somente isso.

Primeiramente, eu entendo como indiferente a saúde ser pública ou privada, uma vez que as pessoas e suas necessidades são, na sua essência, as mesmas. Na verdade, a diferença está na gestão.

As interferências políticas na saúde são, sem dúvida, um dos maiores problemas enfrentados nesse segmento.

Os gestores precisam ser escolhidos por meritocracia e terem a autonomia necessária para selecionar sua equipe, bem como sua forma de gestão. 

O recrutamento de pessoas deverá seguir critérios fundamentais como comprometimento, disciplina e técnica. Um colaborador comprometido não se limita a entregar apenas o que esperam dele, mas procura sempre agregar valor. Disciplina e técnica também são atributos indispensáveis para a efetividade do trabalho. No entanto, não basta termos um time se ele não se comportar como tal. Cada um, dentro da sua expertise, precisa saber trabalhar de forma sinérgica com os outros membros da equipe.

Com o “staff” definido, torna-se possível a realização do planejamento estratégico. Após a estipulação de metas a serem alcançadas, por parte de entidade reguladora pública ou privada, é importante escolher um referencial teórico. Este deverá ser um serviço de excelência, público ou privado, de igual porte e no mesmo ramo de atividade, com o objetivo de, minimamente, igualar sua qualidade. Em seguida, analisar, minuciosamente, os pontos fortes, fracos, as oportunidades e ameaças (análise SWOT da unidade). Assim, com a participação de toda a equipe, terá uma base melhor para a criação de processos e linhas de cuidado, com maior eficiência e eficácia no cumprimento das metas.

Contudo, é imprescindível a avaliação periódica do serviço, idealmente por uma comissão formada por membros do órgão regulador, da própria direção e representantes dos usuários.

Sendo assim, mesmo com toda a complexidade do sistema, posso afirmar que é factível.

Então, por que não vemos isso funcionando em toda a rede pública?

Lembra quando falei das interferências políticas?…

Até quando posso engravidar?

👉🏼 Já faz tempo em que engravidar entre 20 e 30 anos era comum para a maioria das mulheres.

Devido a muitas mudanças comportamentais, culturais e sociais, a idade média em que uma mulher engravida aumentou e muitas ultrapassam a faixa dos 35 anos.

👉🏼 Isso é um problema? Vou explicar.

Para o Ministério da Saúde, mulheres com mais de 35 anos devem ter uma atenção diferenciada na gestação por serem mais suscetíveis a algumas doenças como hipertensão gestacional e diabetes gestacional, por exemplo.

👉🏼 Mas é claro que tudo depende do estilo de vida dessa mulher que pode ser muito mais saudável do que uma 10 anos mais nova.

Sem sombra de dúvida, os hábitos interferem em uma gestação sem risco sem deixar de considerar que a partir dos 35 anos os óvulos entram em processo de envelhecimento, o que vai tornando cada vez mais difícil o alcance do sonho da maternidade.

⚠ Com um acompanhamento adequado, até o início de uma menopausa, é possível engravidar, porém as chances vão diminuindo a cada ano já que o estoque de óvulos vai acabando e perdendo a qualidade.

👉🏼 Planeja engravidar a partir dos 35 anos? Consulte o seu médico para entender as possibilidades e fazer o acompanhamento necessário.

Menopausa chegou?

A tão temida menopausa chega para todas as mulheres. 😋

👉 É possível descobrir quando ela chegar através de exames que apenas o seu médico pode passar.

👉 São eles:

– FSH (Hormônio Folículo-Estimulante): Esse hormônio tem como função promover a maturação dos óvulos durante a idade fértil. Os valores de FSH variam de acordo com o período do ciclo menstrual e a idade da mulher. Caso os exames revelem que os valores desse hormônio estão elevados, isso indica que há uma diminuição na função ovariana, ou seja, diminuição da fertilidade da mulher.

– LH (Hormônio Luteinizante): Assim como o FSH, o LH é responsável pela ovulação e produção de progesterona e seus valores variam de acordo com a fase do ciclo menstrual. Normalmente, quando os exames revelam valores muito elevados, indica menopausa.

– Cortisol: É um hormônio naturalmente produzido pelo corpo com o objetivo de ajudar o organismo no controle do estresse e na diminuição da inflamação. Quando encontrado concentrações altas desse hormônio no sangue, pode haver alterações no ciclo menstrual. Com esse exame, o médico pode avaliar se essas alterações são sinais de menopausa ou níveis elevados de cortisol.

– Prolactina: É um hormônio importante para regular outros hormônios femininos que pode interferir na ovulação e na menstruação. Com níveis altos de prolactina no sangue, a mulher pode apresentar sintomas como menstruação irregular ou ausência de menstruação, assim como sintomas comuns da menopausa.

– HCG: É um hormônio produzido durante a gravidez que tem como função manter a gestação. Se nos exames indicar esse hormônio no sangue, ao invés de alterações hormonais causadas pelo climatério, serão alterações causadas pela gravidez.

Mito ou verdade?

👉 Mito: embora amenize diversos sintomas durante o climatério e a menopausa, a reposição hormonal deve ser avaliada individualmente por um médico.

👉 Para as mulheres que possuem histórico de câncer de mama na família, diabetes, pressão alta e obesidade, os hormônios sintéticos não são indicados.

👉Uma alimentação balanceada, atividade física regular e alguns remédios fitoterápicos, por exemplo, podem também amenizar os sintomas.

Quando ir ao ginecologista?

Quantas vezes por ano você dedica um tempo para cuidar de VOCÊ?

👨‍⚕️ A frequência da ida ao ginecologista deve ser de no mínimo uma vez ao ano, para que ocorra cuidados preventivos e como manutenção da saúde.

👉 E pensando justamente na menopausa, é necessário que você procure um médico quando os sintomas se tornarem desconfortáveis ou interferirem na sua qualidade de vida.

👉 Algumas mulheres por não sentirem sintomas nenhum, não percebem que entraram no climatério, por isso é de extrema importância ir ao médico.

Você costuma ir ao ginecologista com que frequência?

Aspectos emocionais do Climatério

Na verdade, nesse período as mudanças físicas advindas do climatério, mexem completamente com o psicológico da mulher. 💡

👉 Mesmo sabendo que envelhecer é natural, cada mulher recebe e enfrenta essa fase de um jeito diferente.

👉 Dependendo do grau de dificuldade que elas encontrem, ocorre um sofrimento psicológico que pode torná-la vulnerável a certas doenças.

💙 Nossa mente comanda todo o resto do nosso corpo, por isso é importante cuidar da saúde mental quando esse período chega.

Tratamento não medicamentoso no Climatério

Você com certeza já deve ter se questionado muitas vezes sobre os tratamentos. São todas as mulheres que precisam de tratamento medicamentoso?

❌Não, cada caso é um caso. Mas, alguns cuidados trazem resultados e devem ser aplicados para qualquer pessoa. São eles:

👉 Manter uma alimentação saudável – ter uma alimentação saudável é imprescindível nesse momento, pois existe o risco do surgimento de doenças cardiovasculares e osteoporose. Evitar o tabagismo, a cafeína e bebidas alcoólicas.

👉 Praticar atividades físicas – auxilia na prevenção de ganho de peso, ajuda na qualidade do sono, melhora o humor e a densidade óssea, evitando fraturas.

👉 Qualidade do sono – ter uma rotina de sono boa faz toda diferença, a noite de sono deve ser considerada muito importante. Por isso evite: cafeína e álcool antes de dormir.

👉 Praticar técnicas de relaxamento – praticar ioga ou meditação diminuem o estresse e a ansiedade.

💙 Agora você já sabe exatamente o que fazer para ter uma vida melhor e bem estar!

Acreditação em Saúde

A eficiência organizacional em uma unidade de Saúde é a capacidade de ela produzir os resultados desejados com um menor gasto de tempo, dinheiro e recursos humanos.

Instrumentos fundamentais para se atingir a excelência neste quesito são os processos de qualidade.

Um dos pioneiros na sistematização de ações, com o objetivo de resultados mais efetivos, foi o Dr. Ernest Codman, cirurgião americano.

Em 1910, enquanto retornava a Londres, após visitar um sanatório de tuberculose, ele explicava a um colega sobre seu método que permitia rastrear pacientes para definir a eficácia, ou não, de seus tratamentos.

Dois anos mais tarde, em 1912, o Dr. Codman apresentou o seu trabalho no “Clinical Congress of Surgeons of North America”. Neste mesmo congresso surgiu o “Comitê de Padronização da Cirurgia”, que assumiu a responsabilidade da acreditação do “American College of Surgeons”, constituído oficialmente em 1913.

No Brasil, em 1941, um departamento do então Ministério da Educação e Saúde, a Divisão de Organização Hospitalar, estipulou os critérios para instalação, organização e funcionamento dos hospitais.

Já nos anos 60, o Instituto de Pensões e Aposentadorias da Previdência Social criou o Relatório de Classificação Hospitalar (ReClar) que, durante muitos anos, foi a base para o credenciamento de unidades de saúde no Brasil.

Entretanto, as acreditações auxiliam, sobremaneira, o desenvolvimento de ações para criação de uma linha de cuidados eficiente e eficaz. Porém, é importante que sejam vistas como meios e não como objetivos, pois a autorregulação é fundamental para manter os processos adequados.

Como o objetivo de aumento gradativo na qualidade da assistência prestada pela unidade de saúde, a acreditação periódica mantém auditagem contínua no “modus operandi” e evita desgastes nas padronizações pela acomodação gerada com o tempo.

Esta auditoria constante realizada por profissionais externos e independentes promove, através de suas análises, aprendizados e evolução contínua, não só da instituição, mas também de seus colaboradores.

O reconhecimento traduzido em prêmios, ou certificações, agem como motivadores, melhoram a ambiência e estimulam o hábito de se ter um ambiente hospitalar com qualidade.

Com isso, os processos de acreditação induzem a padronização de ações, com redução de erros e diminuição de espaço para falhas. 

Infelizmente, principalmente no setor público, não observamos intenção na manutenção dessas práticas, por parte de algumas das organizações gestoras.

Vale lembrar que gestores que buscam acreditações demonstram ter compromisso com efetividade, responsabilidade e segurança.

Promover a sistematização de alto desempenho abre as perspectivas em busca da excelência. Porém, a inércia e a limitação em entregar apenas o proposto direcionam à estagnação e aumenta o risco da perda de qualidade no serviço prestado. 

Modelos de gestão

O gerenciamento de uma unidade de saúde deve buscar tanto a eficácia, com seus resultados alcançados corretamente, quanto a eficiência de terem sido conseguidos com a melhor relação custo-benefício.

Esta otimização que dará a efetividade da administração.

Sendo assim, há décadas que ocorrem diversas tentativas, para se estabelecer qual o melhor modelo de gestão na saúde pública.

Historicamente, a administração direta enfrenta dificuldades pela sua capacidade operacional baixa, como consequência da falta de autonomia financeira e administrativa, forte influência política, controles de qualidade baixos, além da excessiva burocracia na contratação de profissionais, na realização de reformas estruturais necessárias e na compra de materiais e medicamentos. Porém, em unidades geridas por um quadro diretivo capacitado e comprometido, estes problemas podem ser minimizados e a oferta dos serviços prestados ser adequada.

Em 1998, foi sancionada a lei Federal nº 9.637 que regulamenta as entidades privadas, sem fins lucrativos, qualificadas pelo Poder Executivo como Organizações Sociais de Saúde (OSS).

Esta modalidade de gestão trouxe maior agilidade gerencial pela maior autonomia na contratação de seus colaboradores, na realização da manutenção patrimonial e compra de insumos, além de maior fluidez nos processos organizacionais.

As maiores críticas deste modelo são em relação aos processos seletivos, que podem abrir a possibilidade de empresas não idôneas vencerem a licitação. Como consequência, a efetividade pretendida pode ser substituída por contratações equivocadas e compras superfaturadas, o que traria uma entrega de serviços mais caros e de baixa qualidade.

Atualmente, cresce no Rio de Janeiro o número de unidades administradas por fundação estatal. Caracterizada como entidade pública, sem fins lucrativos, de personalidade jurídica de direito privado, atua no regime de administração pública indireta, o que lhe dá mais autonomia e flexibilidade do que fundações públicas de direito público e autarquias. Vamos aguardar estes resultados.

Por fim, verificamos vantagens e desvantagens nos diversos modelos de gestão. Porém, fica evidente que, independentemente do modelo, uma escolha isenta e transparente, junto com uma equipe de gestão capacitada e comprometida, são fundamentais no resultado final.