Um dos primeiros e mais frequentes sintomas da mulher que entra no climatério é a irregularidade menstrual.
As menstruações podem vir com intervalos maiores ou menores, além de variar na sua intensidade sendo algumas com pouca e outras com muita quantidade.
Quanto mais se aproxima da menopausa, estas irregularidades costumam ser mais frequentes e podem, ou não, estarem associadas a outros sintomas, como calores, ressecamento de pele ou mucosa, insônia, alteração de humor ou, até, da libido.
Se você está percebendo algum desses sintomas, consulte seu ginecologista para pensarem juntos qual o melhor caminho a seguir.
Chamamos de menopausa precoce quando ela acontece antes dos 40 anos de idade.
As causas são as mais diversas, tais como: problemas genéticos, doenças autoimunes, distúrbios metabólicos, algumas viroses, quimioterapia, radioterapia, retirada cirurgia com retirada dos ovários ou do útero e algumas toxinas como, por exemplo, o fumo.
Quando a mulher retira apenas o útero, temos a chamada menopausa cirúrgica, mas a produção hormonal é mantida.
Em todas as outras situações de menopausa, há a diminuição na produção dos hormônios, podendo, ou não, causar sintomas semelhantes aos que podem aparecer nas mulheres que têm suas menstruações interrompidas na época mais comum, ou seja, em torno dos 50 anos.
Porém, a terapia de reposição hormonal, nem sempre utilizada nas mulheres com menopausa natural, é fortemente indicada nas mulheres com menopausa precoce.
Ainda quando está dentro do útero da sua mãe, a mulher para de produzir seus óvulos.
No nascimento, são milhões de óvulos que, envoltos por uma camada de células, formam o que chamamos de folículos.
Estes folículos ficam no interior dos ovários e serão os responsáveis pela produção dos hormônios ovarianos, como pequenas fábricas.
Com a entrada da puberdade, um hormônio que é produzido na hipófise (glândula localizada na base do cérebro) estimula, mensalmente, o amadurecimento de centenas desses folículos.
Poucos causam a ovulação, sendo a grande maioria deles absorvida pelo próprio organismo.
Sendo assim, com a diminuição do número de folículos, a produção dos hormônios ovarianos vai ficando cada vez menor, até que não haja mais quantidade suficiente para produzir os ciclos menstruais e a mulher tem a sua menopausa.
Se você tem mais de 40 anos e vem ganhando peso, ou conhece alguma mulher nesta situação, vale a pena dar uma paradinha para ler esse texto.
Muita gente diz que a menopausa faz as mulheres engordarem. Mas, isso é um mito !!
Vamos lembrar que, com o passar do tempo, várias pessoas diminuem suas atividades físicas e as “baladas” da juventude vão sendo substituídas por saídas para restaurantes.
Outro fator para o aumento do peso seriam os suplementos divulgados entre amigas como um “remedinho muito bom” para amenizar os sintomas da menopausa, sem a devida orientação médica.
E por que a barriga cresce? Bem, a queda na produção dos estrogênios, que acontece no climatério, provoca uma mudança no armazenamento de gordura na cintura e nos quadris.
Uma pesquisa demonstrou que a obesidade abdominal atinge 65,5% das mulheres de 40 a 59 anos e chegava a 73,8% nas com mais de 60 anos.
Isso é um grande problema, já que o maior acúmulo da gordura no abdômen traz risco aumentado de diabetes e doenças cardiovasculares.
E o que fazer para evitar tudo isso?
Claro que o principal é uma alimentação equilibrada e uma atividade física regular. Mas, é igualmente importante você eleger um profissional de saúde, com experiência na área do climatério, para lhe acompanhar e orientar quanto à necessidade, ou não, de tratamentos complementares.
Esse post não é mais de um assunto técnico mas sim daquilo que eu pratico e priorizo nos meus atendimentos. Se você me escolheu, saiba que:
👉O meu olhar para a saúde não se restringe à “questões ginecológicas”. Tudo está interligado incluindo o nosso emocional, certo? Por isso preconizo um atendimento integrado e humanizado;
👉Você terá a minha total atenção e disponibilidade. Prezo por um atendimento muito personalizado visando o seu total bem-estar.
👉Você não vai encontrar um médico “tirando pedido” por aqui. Estou falando de ACOMPANHAMENTO. Todos precisam de médicos que acompanhem a trajetória do paciente, analisando evolução em determinados casos, manutenção de todas as práticas adotadas. Não é à toa que tenho pacientes comigo há mais de 20 anos!!
Ainda resta alguma dúvida sobre o meu atendimento? Caso positivo, escreve nos comentários.
Muito tem se falado sobre os fitoterápicos, como uma alternativa não hormonal para tratar de algumas doenças no climatério.
Alguns trabalhos têm demonstrado benefícios que essas terapias podem trazer para o organismo, como efeito antioxidante, proteção do sistema nervoso e do sistema cardiovascular, e até melhora, em alguns aspectos, do sistema imunológico.
Mas, as coisas não são tão simples assim.
Para que estas substâncias alcancem seus objetivos, é importante que sejam bem toleradas pelo organismo e que nossa digestão tenha a capacidade de extrair os princípios ativos que elas possuem.
Apenas como exemplo, um dos tipos de isoflavona só consegue produzir efeito em 25% a 30% dos ocidentais e em metade dos asiáticos.
Portanto, a diversidade de apresentações, e até de concentrações desses produtos, trazem dificuldades para se ter o efeito desejado.
Por isso que a terapia de reposição hormonal (TRH) continua como primeira escolha para tratamento de problemas do climatério, embora a fitoterapia se apresente como alternativa quando houver alguma contra indicação para a primeira.
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