Ontem, mais uma vez, tivemos notícia da Saúde através das páginas policiais.
A polícia federal cumpriu mais 11 mandados de prisão, dentre os quais 4 eram de desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ).
Neste inquérito surge, mais uma vez, o nome da Organização Social Pró-Saúde, como pagadora de propina para obter benefícios no repasse de recursos do Estado.
Essa Organização Social é a mesma envolvida no processo no qual o Ministério Público Federal denunciou o deputado federal Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, conhecido como Dr. Luizinho.
Apesar das pendências judiciais, o parlamentar tem demonstrado alinhamento com o governador Cláudio Castro e grande influência na Saúde do Rio de Janeiro.
No dia 9 de fevereiro, por indicação do Dr. Luizinho, Leonardo Ferreira de Santana assumiu a Subsecretaria Executiva de Saúde e a função de “dono do cofre”, como ordenador de despesas e responsável, entre outras coisas, pela abertura de processos de licitação e assinatura de contratos.
Ele já havia exercido esta função em 2017, quando o Dr. Luizinho era Secretário de Estado de Saúde no governo de Luiz Fernando Pezão.
O Sr. Leonardo também já tinha trabalhado na Superintendência de Acompanhamento dos Contratos de Gestão, quando o Secretário de Saúde era o Dr. Sérgio Côrtes, durante o governo de Sérgio Cabral.
A eficiência organizacional em uma unidade de Saúde é a capacidade de ela produzir os resultados desejados com um menor gasto de tempo, dinheiro e recursos humanos.
Instrumentos fundamentais para se atingir a excelência neste quesito são os processos de qualidade.
Um dos pioneiros na sistematização de ações, com o objetivo de resultados mais efetivos, foi o Dr. Ernest Codman, cirurgião americano.
Em 1910, enquanto retornava a Londres, após visitar um sanatório de tuberculose, ele explicava a um colega sobre seu método que permitia rastrear pacientes para definir a eficácia, ou não, de seus tratamentos.
Dois anos mais tarde, em 1912, o Dr. Codman apresentou o seu trabalho no “Clinical Congress of Surgeons of North America”. Neste mesmo congresso surgiu o “Comitê de Padronização da Cirurgia”, que assumiu a responsabilidade da acreditação do “American College of Surgeons”, constituído oficialmente em 1913.
No Brasil, em 1941, um departamento do então Ministério da Educação e Saúde, a Divisão de Organização Hospitalar, estipulou os critérios para instalação, organização e funcionamento dos hospitais.
Já nos anos 60, o Instituto de Pensões e Aposentadorias da Previdência Social criou o Relatório de Classificação Hospitalar (ReClar) que, durante muitos anos, foi a base para o credenciamento de unidades de saúde no Brasil.
Entretanto, as acreditações auxiliam, sobremaneira, o desenvolvimento de ações para criação de uma linha de cuidados eficiente e eficaz. Porém, é importante que sejam vistas como meios e não como objetivos, pois a autorregulação é fundamental para manter os processos adequados.
Como o objetivo de aumento gradativo na qualidade da assistência prestada pela unidade de saúde, a acreditação periódica mantém auditagem contínua no “modus operandi” e evita desgastes nas padronizações pela acomodação gerada com o tempo.
Esta auditoria constante realizada por profissionais externos e independentes promove, através de suas análises, aprendizados e evolução contínua, não só da instituição, mas também de seus colaboradores.
O reconhecimento traduzido em prêmios, ou certificações, agem como motivadores, melhoram a ambiência e estimulam o hábito de se ter um ambiente hospitalar com qualidade.
Com isso, os processos de acreditação induzem a padronização de ações, com redução de erros e diminuição de espaço para falhas.
Infelizmente, principalmente no setor público, não observamos intenção na manutenção dessas práticas, por parte de algumas das organizações gestoras.
Vale lembrar que gestores que buscam acreditações demonstram ter compromisso com efetividade, responsabilidade e segurança.
Promover a sistematização de alto desempenho abre as perspectivas em busca da excelência. Porém, a inércia e a limitação em entregar apenas o proposto direcionam à estagnação e aumenta o risco da perda de qualidade no serviço prestado.
O gerenciamento de uma unidade de saúde deve buscar tanto a eficácia, com seus resultados alcançados corretamente, quanto a eficiência de terem sido conseguidos com a melhor relação custo-benefício.
Esta otimização que dará a efetividade da administração.
Sendo assim, há décadas que ocorrem diversas tentativas, para se estabelecer qual o melhor modelo de gestão na saúde pública.
Historicamente, a administração direta enfrenta dificuldades pela sua capacidade operacional baixa, como consequência da falta de autonomia financeira e administrativa, forte influência política, controles de qualidade baixos, além da excessiva burocracia na contratação de profissionais, na realização de reformas estruturais necessárias e na compra de materiais e medicamentos. Porém, em unidades geridas por um quadro diretivo capacitado e comprometido, estes problemas podem ser minimizados e a oferta dos serviços prestados ser adequada.
Em 1998, foi sancionada a lei Federal nº 9.637 que regulamenta as entidades privadas, sem fins lucrativos, qualificadas pelo Poder Executivo como Organizações Sociais de Saúde (OSS).
Esta modalidade de gestão trouxe maior agilidade gerencial pela maior autonomia na contratação de seus colaboradores, na realização da manutenção patrimonial e compra de insumos, além de maior fluidez nos processos organizacionais.
As maiores críticas deste modelo são em relação aos processos seletivos, que podem abrir a possibilidade de empresas não idôneas vencerem a licitação. Como consequência, a efetividade pretendida pode ser substituída por contratações equivocadas e compras superfaturadas, o que traria uma entrega de serviços mais caros e de baixa qualidade.
Atualmente, cresce no Rio de Janeiro o número de unidades administradas por fundação estatal. Caracterizada como entidade pública, sem fins lucrativos, de personalidade jurídica de direito privado, atua no regime de administração pública indireta, o que lhe dá mais autonomia e flexibilidade do que fundações públicas de direito público e autarquias. Vamos aguardar estes resultados.
Por fim, verificamos vantagens e desvantagens nos diversos modelos de gestão. Porém, fica evidente que, independentemente do modelo, uma escolha isenta e transparente, junto com uma equipe de gestão capacitada e comprometida, são fundamentais no resultado final.
Em uma estrutura de saúde não basta a eficácia, também há a necessidade de ser eficiente.
Preocupação excessiva com metas quantitativas pode levar a vícios de processo, que podem comprometer tanto a operacionalidade quanto o próprio resultado final.
Eficiência do processo é fundamental para a manutenção da qualidade no serviço prestado. Para tal, a gestão de saúde precisa estar sempre atenta ao princípio da equidade, em respeito às necessidades diferentes de clientes diferentes.
Linhas de cuidado devem começar na entrada da unidade de saúde e terminar na sua saída, após transitar por todas as estruturas onde se faz necessária. Na estruturação destas linhas, vale ressaltar a necessidade de serem apoiadas nos processos e não nas pessoas.
Também não há mais espaço para atividades uniprofissionais.
Mais do que a multidisciplinaridade, a interdisciplinaridade se impõe, na qual diferentes categorias profissionais agem de forma sinérgica e não compartimentada. Por fim, na construção do planejamento estratégico é fundamental a clareza das metas a serem atingidas, bem como a capacidade na sua mensuração. Nesse momento, indicadores quantitativos e qualitativos, bem estruturados e igualmente mensuráveis, servem de importantes ferramentas de acompanhamento e tomadas de planos de ação. Além disso, a tríade composta de missão, visão e valores devem ser a base para alcançar os objetivos.
No período anterior ao SUS, a Saúde era fragmentada.
A prevenção era atribuição do Ministérios da Saúde, enquanto cabia ao Ministério da Previdência e Assistência Social a assistência à saúde dos trabalhadores formais. O Ministério da Educação e Cultura fazia a gestão dos hospitais universitários, o Ministério do Trabalho era responsável pela segurança do trabalho e o Ministério do Interior cuidava do saneamento.
Quando a “Constituição Cidadã” foi concluída em 1988, trazia no seu escopo a criação de um Sistema Único de Saúde. Passados dois anos, a Lei 8080/90 define os objetivos e atribuições do que se tornou o maior e um dos mais complexos sistemas de saúde no mundo.
Os princípios da universalização, equidade e integralidade, dão a ideia da dimensão e desafio desse sistema em um país do tamanho do Brasil.
A responsabilidade do Estado está em garantir o direito à saúde para todos os seus cidadãos, com atenção às suas necessidades distintas, através de ações para promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento e recuperação.
Não digo que a missão é fácil, mas exequível.
Para tal, precisamos de mais políticas de saúde e menos política na saúde.
Calma, não precisa se desesperar, o climatério não é uma doença! 😉
💁Ele é uma fase natural pela qual todas as mulheres vão passar. Algumas passam sem sintomas ou queixas, outras têm sintomas variados.
👉 Também conhecido como perimenopausa, ele antecede a menopausa e é a transição do período reprodutivo e o não reprodutivo da vida da mulher.
👉 O termo menopausa está relacionado à última menstruação e, em geral, ocorre em torno dos 50 anos.
👉 O climatério, normalmente, tem início nas mulheres a partir dos 40 anos e se prolonga por mais alguns anos após a menopausa .
👉O importante é continuar cuidando da sua saúde nesse momento. Por isso é bom você conhecer o climatério e aprender a lidar com os eventuais sintomas que possam aparecer!
Você tem alguma dúvida sobre esse período? Me pergunte aqui nos comentários.
Neuropsicopedagoga, Psicomotricista, Arteterapeuta, CEO do Espaço Transformação, Coordenadora da Educação Especial do Centro Conviver, Diretora de Mobilização do Estado do Rio de Janeiro no Sindicato dos Psicopedagogia do Brasil, ela vem conversar sobre: “Sugestões práticas para lidar com o autista durante a pandemia”.
por Marco Antônio Menezes – Técnico em Segurança do Trabalho
FRASE DA SEMANA:
“A tolerância é tão necessária na política como na religião. Só o orgulho é que é intolerante.”(Voltaire)
A SEGURANÇA DO TRABALHO ONSHORE E OFFSHORE
Antes de iniciarmos este artigo precisamos entender o que é empresa ONSHORE e OFFSHORE e qual a diferença entre elas.
Onshore e Offshore são termos muito usuais no meio empresarial nacional e internacional. São informações relevantes sobre o tipo de uma organização que devem ser conhecidas por quem atua nos negócios.
ONSHORE – De uma forma mais precisa, empresa do tipo ONSHORE são aquelas que, em termos financeiros, produzem seu negócio no país de origem, ou seja, em terra. Sendo assim, tem suas obrigações fiscais regidas pelas políticas internas.
OFFSHORE – As empresas offshore, em tradução direta significa “FORA DA COSTA”, e é toda organização que tem transações realizadas em país estrangeiro, sujeita a um regime extraterritorial. São registradas em jurisdições com baixa tributação ou até mesmo isento. Além de serem constituídas em países que tem um tratamento diferenciado, essas empresas tem alto nível de proteção dos investidores, permitindo até que sejam anônimos.
SEGURANÇA DE QUEM TRABALHA OFFSHORE
Você já deve ter visto e ouvido vários temas de acidentes em Plataformas de Petróleo, né mesmo? Digamos que isso não é comum acontecer, mas às vezes, acontece sim! E uma das causas mais comuns são os incêndios, provocado por diversos acontecimentos. Abaixo vamos mostrar algumas dicas de segurança.
Evitando Incêndios
Existem vários riscos atrelados à atividade offshore. O mais evidente, e o que causa maior receio nos trabalhadores é o risco de incêndios. Afinal de contas, o trabalho nesses lugares envolve materiais altamente inflamáveis. O agravante é que os incêndios ou explosões que vamos tratar não acontecem em terra firme, mas sim em alto mar. A tripulação deve estar preparada para combater incêndios sem o auxílio externo de órgãos especializados de apoio. A melhor forma de apagar um incêndio é adotando medidas preventivas no ativo Offshore.
Uso Adequado de EPI
Sabemos que a utilização dos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) é um dever de todo profissional. Você deve usar, diariamente, os seus próprios equipamentos e incentivar o uso pelos seus colegas. Sempre que você passar pela área industrial, transite pela rota de fuga utilizando o EPI completo.
Não negligencie a Radioproteção!
Os perigos radiológicos costumam ser negligenciados na indústria offshore. Práticas rígidas de segurança do trabalho devem ser adotadas em todas as áreas onde houver presença de NORM/TENORM. O objetivo é assegurar que nenhum IOE receba dose de radiação ionizante excessiva ao limite admissível para qualquer pessoa do público em geral. Além da presença de NORM e TENORM, o uso de instrumentos radiométricos estrangeiros e/ou terceirizados requerem atenção no cotidiano das plataformas. Portanto, priorizar a Radioproteção no cotidiano da indústria de petróleo e gás é uma dica fundamental.
Tenha bom relacionamento a bordo
Convivência é fundamental na vida de todo mundo. Criar bons relacionamentos a bordo pode ser fundamental para preservar sua integridade física e mental. Para se ter bons relacionamentos nas embarcações, é obrigatório ter bem desenvolvida a sua capacidade de adaptação. Trata-se de um novo ambiente social e profissional. Você mora e trabalha no mesmo lugar. Além disso, também divide sua “casa” com seus colegas de trabalho. Morar a bordo de uma plataforma offshore tem seus pontos positivos, mas como tudo na vida da gente, também tem seu lado negativo. Por isso a importância de se cultivar boas relações de convívio e trabalho! É importante ter consciência que serão longas horas de rotina e os mesmos problemas que você enfrenta em terra firme encontrará no Offshore.
Equipamentos eletrônicos são proibidos
Equipamentos elétricos e eletroeletrônicos, assim como outros instrumentos não certificados para uso em atmosfera explosiva, jamais devem ser utilizados em área industrial! Ou seja, nada de lanternas, computadores, celulares, câmeras fotográficas ou filmadoras na plataforma! A utilização de qualquer um desses materiais só será permitida com autorização específica. Telefones internos e rádios serão os equipamentos utilizados para comunicação.
Esta é uma dica básica. Algumas plataformas chegam a confiscar ou lacrar os aparelhos celulares dos tripulantes.
“E A causa da derrota, não está nos obstáculos, ou rigor das circunstâncias, está na falta de determinação e desistência da própria pessoa”(Buda)
TEMA DA SEMANA: SÍNDROME DE BURNOUT
Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastante, que demandam muita competitividade ou responsabilidade. A principal causa da doença é justamente o excesso de trabalho
Quais riscos um profissional diagnosticado com Síndrome de Burnout pode oferecer a um paciente?
Além disso, há relatos de sentimentos negativos, desconfiança e até paranoia. É possível que o paciente sofra fisicamente com a doença, com dores de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma e distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares.
Consequências da Síndrome de Burnout Uma pessoa afetada pela Síndrome de Burnout tem sua vida profissional e pessoal prejudicada. Ela passa a sofrer com os efeitos negativos do esgotamento em diversos aspectos, incluindo nos relacionamentos com sua família, colegas de trabalho e em toda a sua vida social.
Como identificar uma pessoa com síndrome de Burnout?
Os principais sinais e sintomas que podem indicar a Síndrome de Burnout são:
Cansaço excessivo, físico e mental.
Dor de cabeça frequente.
Alterações no apetite.
Insônia.
Dificuldades de concentração.
Sentimentos de fracasso e insegurança.
Negatividade constante.
Sentimentos de derrota e desesperança.
O que fazer para aliviar o cansaço mental?
Como combater o cansaço mental
Relaxar antes de dormir, tomando um banho quente ou um chá quente;
Beber bastante água durante o dia;
Divertir-se com os amigos e a família;
Receber uma massagem;
Tirar férias;
Fazer exercício físico regular e caminhadas;
Evitar levar trabalho para casa;
Procurar ajuda de um psicólogo.
Quais as consequências para o trabalhador?
Acidente de trabalho típico é o que ocorre na execução do trabalho, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
Quais são as consequências da precarização do trabalho no mundo atual para os trabalhadores?
A precarização do trabalho, portanto, tem sido percebida como uma das consequências mais visíveis da flexibilização do mercado de trabalho, que preconiza a proliferação de formas de emprego de caráter flexível, das novas formas de contrato e do declínio da oferta de empregos típicos/permanentes.
A Síndrome de “Burnout” em Professores
A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, ideias, concentração, autoconfiança e humor.
por Marco Antônio Menezes – Técnico em Segurança do Trabalho
FRASE DA SEMANA:
“Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.” ( Martin Luther King)
TEMA DA SEMANA: TRABALHO SOB CONDIÇÕES HIPERBÁRICAS
PRESSÃO HIPERBÁRICA
Ocorre quando o homem está sujeito a pressões maiores do que a pressão atmosférica. Estas situações ocorrem quando a pessoa está abaixo do nível da terra, como em mergulhos, por exemplo. Nesse caso, quanto maior a profundidade maior será a pressão exercida sobre a pessoa.
Insalubridade: Vale lembrar que o trabalho sob condições hiperbáricas dá direito ao trabalhador de receber adicional de insalubridade conforme NR 15 anexo 6.
Aposentadoria especial: O trabalho em condições hiperbáricas confere ao trabalhador o direito á aposentadoria especial após 25 anos de trabalho dedicados á atividade.
DESCIDA – SUBIDA
O trabalho sob condições hiperbáricas expõe o trabalho a período de compressão (descida-imergir) e descompressão (subida-emergir).
O anexo 6 da NR 15 estabelece critérios para o planejamento das compressões e descompressões, o limite superior de pressão, que é de 3,4 kg/cm², o período máximo de trabalho para cada faixa de pressão conforme iremos mostrar no quadro abaixo.
O anexo 6 também fornece tabelas para descompressão para vários períodos de trabalho levando em consideração a pressão exercida.
DOENÇA DESCOMPRESSIVA
Ocorre quando o mergulhador excede o limite de tempo ou de profundidade ou os dois ao mesmo tempo. Durante o mergulho o aumento da pressão faz com que o nitrogênio contido no ar respirado (ar mandado mecanicamente) se dissolva nos tecidos do corpo. A quantidade absorvida pelo corpo depende (como já disse) do tempo e da profundidade do mergulho.
A
ssim como o ar que respiramos (ar atmosférico), o ar nos cilindros de mergulho é uma mistura de dois gases O² (oxigênio) e N² (nitrogênio). A grande questão é que o nitrogênio não é metabolizado pelo corpo, por isso, quase de nitrogênio tudo que inalamos é expelido quando expiramos. O pouco que fica se dissolve nos pulmões e outros tecidos.
Quando o corpo atinge o limite de nitrogênio ele passa a não mais armazenar nitrogênio no corpo, ou seja, a partir desse momento tudo que entra sai.
Durante o mergulho, os pulmões captam mais nitrogênio do que o que estamos acostumados na superfície já que a pressão é aumentada e isso eleva a densidade do gás. Ao invés de ser normalmente exalado o excedente de nitrogênio acaba sendo dissolvido nos tecidos corporais enquanto a pressão no ambiente aumenta ou continua a mesma. Quando o mergulhador começa a subir em direção à superfície ocorre a descompressão, logo, a perda de pressão ambiente é gradativa e proporcional em relação à subida.
Com a diminuição da pressão, o nitrogênio gradualmente começa a ser dissolvido nos tecidos corpóreos e entregado através do sangue aos pulmões que faz o trabalho de expeli-lo.
Riscos: Se o mergulhador não observar as medidas de segurança e realizar a subida de forma rápida, o processo de expelir o nitrogênio pode acontecer de forma repentina, causando formação de bolhas na circulação sanguínea e nos tecidos, e por último, compressões nervosas, obstrução de artérias, vasos linfáticos, veias, provocar reações químicas perigosas no sangue. A soma de alguns desses itens pode levar á morte.
Os sintomas normalmente são: paralisia, fraqueza, choque, insensibilidade, formigamento, dificuldade respiratória e dor nas articulações e membros.
ORIENTAÇÕES DE SEGURANÇA
Estojo de primeiros socorros, contendo medicamentos adequados para o tratamento de acidentes típicos e as instruções para sua aplicação, na ausência do médico.
Exames médicos: Anexo 6 da NR 15, item 2.9.7: Os exames médicos dos mergulhadores serão realizados nas seguintes condições:
a) por ocasião da admissão;
b) a cada 6 seis meses, para todo o pessoal em efetiva atividade de mergulho;
c) imediatamente, após acidente ocorrido no desempenho de atividade de mergulho ou moléstia grave;
d) após o término de incapacidade temporária;
e) em situações especiais, por solicitação do mergulhador ao empregador.
2.9.6 O médico concluirá os seus laudos por uma das seguintes formas:
a) apto para mergulho (integridade física e psíquica);
b) incapaz temporariamente para mergulho (patologia transitória);
c) incapaz definitivamente para mergulho (patologia permanente e/ou progressiva)
Comunicação: Deve existir comunicação satisfatória entre os envolvidos, para tanto, o uso de celulares, rádios ou similares são indicados.
Lista de verificação (Check list): A Marinha Brasileira na Norma 15, dita como orientação de segurança. No Check list ditado pela norma deve conter todos os equipamentos e componentes de um Sistema de Mergulho. Os equipamentos deverão ser verificados por pessoal devidamente qualificado quanto ao estado de conservação e condições de operacionalidade, visando à preparação do sistema antes do início de toda operação de mergulho.
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