Conversa com o Dr. Renato Sá, Mestre e Doutor em Obstetrícia e Presidente da SGORJ (Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do RJ). Serão abordados os aspectos atuais da gestação em meio à epidemia do coronavírus.
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Falando sobre o Rio – Sabrina Seibert
Bate papo com Sabrina Seibert, Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem Obstétrica-RJ (ABENFO-RJ), sobre a assistência delas durante a Epidemia do Covid-19.
SEGURANÇA DO TRABALHO 15

por Marco Antônio Menezes – Técnico em Segurança do Trabalho
FRASE DA SEMANA:
“O único homem que nunca comete erros é aquele que nunca faz coisa alguma.“
(Franklin Delano Roosevelt)
ESTA SEMANA O TEMA É:
AGENTES QÚIMICOS
DOENÇAS OCUPACIONAIS POR EXPOSIÇÃO AO AGENTE QUÍMICO
DEFINIÇÃO DE AGENTES QUÍMICOS
São considerados agentes químicos as substâncias, compostos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão.
O que são poeiras, névoas e fumos?
Os riscos químicos presentes nos locais de trabalho são encontrados na forma sólida, líquida e gasosa e classificam-se em: poeiras, fumos, névoas, gases, vapores, neblinas e substâncias, compostos e produtos químicos em geral. Poeiras, fumos, névoas, gases e vapores estão dispersos no ar (aerodispersóides).
O QUE É UM AERODISPERÓIDE?
Aerodispersóides é uma dispersão de partículas sólidas ou líquidas no ar, ou seja, é uma espécie de mistura de substâncias sólidas ou líquidas com o ar que respiramos. Um exemplo de aerodispersóide é a poeira, que nada mais é que grãos de areias espalhados, misturados com o ar que respiramos.
O QUE SÃO POEIRAS ORGÂNICAS?
As poeiras de madeira são geralmente originadas quando ocorre manipulação ou corte de madeiras ou derivados, já as poeiras orgânicas são poeiras de origem vegetal, animal ou microbiológica, que existem na silagem, nos aviários, nas pocilgas e em outras instalações.
O QUE A POEIRA PODE CAUSAR À SAÚDE?
Algumas poeiras conhecidas:
- Pó da casa, muitas vezes uma mistura de microfibras, pele morta, pequenas partículas e excremento de ácaros (ver também: Alergia)
- Pólen das plantas.
- Poeira de farinha em padarias.
- Poeira de carvão e de pedra em minas.
- Poeira das construções, que surge na construção de casas ou na sua demolição.
- O que faz mal para o pulmão?
- Elas costumam ser causadas por coagulação do sangue, escoriação ou inflamação dos vasos sanguíneos e afetam principalmente a capacidade de os pulmões absorverem oxigênio e liberarem dióxido de carbono. Essas doenças também podem afetar o funcionamento do coração. … Enfisema pulmonar. Câncer de pulmão.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS DE PROBLEMAS NO PULMÃO?
Os sinais e sintomas mais comuns do câncer de pulmão são:
- Tosse.
- Dor no peito.
- Rouquidão.
- Perda de apetite.
- Falta de ar.
- Fadiga.
- Tosse com expectoração mucosa.
- Tosse com expectoração com sangue.
Por que algumas grávidas têm desejos?
Desejos! Mito ou verdade?
Falando sobre o Rio – Saúde Mental em Tempos de Confinamento
Dra. Mariana Luz, Mestre e Doutora em Psiquiatria pela UFRJ, é responsável pelo Serviço de Transtornos de Stress Pós-traumático no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB). Conversa sobre o impacto do confinamento residencial imposto pela epidemia de COVID-19
Nova epidemia?

Atualmente, nós temos vivenciado uma série de situações, devido à epidemia do novo coronavírus. Para melhor entender este contexto, relacionei algumas abaixo:
- Estados pedem ajuda ao Governo Federal por estarem sem recursos.
- Rede de saúde insuficiente para prestar a assistência necessária.
- Compras sem licitação, sob a alegação de casos emergenciais.
- Preocupação com a segurança pública.
- Políticos pedem maior intervenção do Estado na vida das pessoas.
- A despeito das necessidades do cidadão, Congresso Nacional vota para partidos políticos serem custeados com dinheiro de impostos, através do Fundo Eleitoral e Fundo Partidário.
- Supremo Tribunal Federal intervém em ações do Legislativo e do Executivo.
- População menos favorecida depende de auxílio financeiro do Estado.
- Alta taxa de desemprego.
Porém, verificamos que, antes deste novo coronavírus, nós observávamos:
- Estados pedem ajuda ao Governo Federal por estarem sem recursos.
- Rede de saúde insuficiente para prestar a assistência necessária.
- Compras sem licitação, sob a alegação de casos emergenciais.
- Preocupação com a segurança pública.
- Políticos pedem maior intervenção do Estado na vida das pessoas.
- A despeito das necessidades do cidadão, Congresso Nacional vota para partidos políticos serem custeados com dinheiro de impostos, através do Fundo Eleitoral e Fundo Partidário.
- Supremo Tribunal Federal intervém em ações do Legislativo e do Executivo.
- População menos favorecida depende de auxílio financeiro do Estado.
- Alta taxa de desemprego.
Ao comparar as duas situações, fico confuso e me pergunto:
Haveria um velho coronavírus?
Dia Mundial da Saúde

Hoje comemoramos o dia Mundial da Saúde, durante uma pandemia de coronavírus. Temos a oportunidade de observar como é fundamental a saúde na vida das pessoas. Também podemos ver a dedicação e o desprendimento dos profissionais de saúde que, a despeito do risco de se contaminarem, não deixam de combater bravamente mais esta epidemia, apesar dos baixos salários e condições precárias de trabalho.
Este é o momento para refletirmos sobre a importância da Saúde, não só em momentos de crise, mas em todos os dias.
Deixo aqui minha homenagem a todos os companheiros, assim como minha esperança de que o reconhecimento traga melhores condições de trabalho e salários dignos.
Parabéns a todos os profissionais da Saúde!
SEGURANÇA DO TRABALHO 14

por Marco Antônio Menezes – Técnico em Segurança do Trabalho
FRASE DA SEMANA:
“Nossos fracassos, às vezes, são mais frutíferos do que os êxitos”. (Henry Ford)
HOJE VAMOS FALAR DE RUÍDO
O RUÍDO COMO UM DOS RISCOS OCUPACIONAIS

O ruído já faz parte do nosso dia-a-dia. E isso se inicia cada vez mais cedo, pois é possível observar em gestantes que trabalham expostas a níveis elevados de ruído.
Ruído é a mistura de sons ou tons, cujas frequências diferem entre si por um valor inferior ao poder de discriminação de frequência do ouvido, ou seja, é qualquer sensação sonora considerada indesejável.
Existe dois tipos de ruído: Ruído contínuo ou intermitente e de Impacto.
Entende-se por Ruído Contínuo ou Intermitente, para os fins de aplicação de Limites de Tolerância, o ruído que não seja ruído de impacto. 2. Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (dB) com instrumento de nível de pressão sonora.
Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo. 2. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (dB), com medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 dB.
Os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados no quadro abaixo:
O limite de tolerância para ruído do tipo impacto será de 130dB (A), de acordo com a NR-15. Nos intervalos entre os picos, o ruído existente deverá ser avaliado como ruído contínuo. Como consequência à exposição continuada a ruído elevado, o trabalhador pode apresentar a Pair. Perda Auditiva Induzida por Ruído (Pair) é a perda provocada pela exposição por tempo prolongado ao ruído. Configura-se como uma perda auditiva do tipo neurossensorial, geralmente bilateral, irreversível e progressiva com o tempo de exposição ao ruído.

Abaixo os EPI´s utilizados para o Ruído:

Reality Show da Política

Em épocas de confinamento, devido a epidemia do coronavírus, temos permanecido isolados em casa e espectadores assíduos de noticiários e filmes. Já, na última semana, tivemos a opção de um reality show.
No dia 27/03/2020, a juíza Frana Elizabeth Mendes, da 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro, concedeu uma liminar que obrigava os Poderes Executivo e Legislativo a deliberarem sobre a liberação do Fundo Eleitoral para o combate ao coronavírus. A comemorada decisão tinha um prazo de 96 horas para concretizar este grande anseio da população, apesar de estranhar a tranquila aceitação, resiliência e eventuais “apoios” de conhecidos parlamentares. Teriam eles conhecimento do enredo que viria a seguir?
No último dia do prazo, 31/03/2020, o Desembargador Reis Friede do Tribunal Regional Federal 2ª Região (TRF2) suspendeu a liminar, após recurso da Advocacia-Geral da União, com a alegação que iria ferir o princípio constitucional da separação dos Poderes.
Sendo assim, quem segue ferido é o povo brasileiro.
SEGURANÇA DO TRABALHO 13

por Marco Antônio Menezes – Técnico em Segurança do Trabalho
FRASE DA SEMANA:
“Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo”. (Buda)
COMO PREPARAR O LOCAL DE TRABALHO PARA ENFRENTAR O CORONA VÍRUS (COVID – 19)

Em janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) noticiou o surto de uma nova doença denominada de Corona vírus e os primeiros casos apareceram, em 2019, na província de Hubei, na China. E, desde então diversos órgãos internacionais da saúde vem tratando o Corona vírus (COVID-19) como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
O Corona vírus (COVID-19) está se espalhando rapidamente para diferentes países ao redor do mundo, gerando um impacto social e econômico a uma velocidade que precisamos nos preparar para enfrentar a doença nos ambientes de trabalho nos próximos dias.
Para se ter uma dimensão em tempo real, a Equipe On Safety estava preparando as recomendações sobre como preparar o local de trabalho para enfrentar o Coronavírus (Covid-19), no Painel da Situação do COVID-19, atualizado em tempo real pela OMS às 19:00h. do dia 30/03/2020, já estavam confirmados mais de 690 mil casos, 33.257 mortes e o COVID-19 estava espalhado em 203 países, com a maior concentração nos EUA, Itália e China.
Verifique frequentemente se os locais de trabalho estão limpos e higienizados. As superfícies por exemplo, mesas, cadeiras, corrimãos, entre outros, e objetos (telefones, teclados, máquinas, equipamentos de uso coletivo) precisam ser limpos com desinfetante regularmente. Lembre-se que uma das as principais maneiras pelas quais o COVID-19 se espalha é pela contaminação em superfícies tocadas por colaboradores, clientes, terceiros e fornecedores.
- Promova uma campanha de lavar as mãos entre os colaboradores, clientes, fornecedores e terceiros. Essa é uma ação que pode ser facilitada com a instalação de dispensers higienizadores de mãos em locais de circulação no local de trabalho. Certificar-se que os dispositivos sejam recarregados regularmente.
- Divulgue em painéis a limpeza das mãos e outros cuidados com a saúde, verifique se a autoridade de saúde pública do local disponibiliza material ou desenvolva seu próprio material. Essa medida de comunicação pode ser combinada com palestras, workshops de orientação oficial de saúde e segurança ocupacional, briefings em reuniões e informações na intranet para promover a limpeza das mãos.
- Certifique-se de que colaboradores, fornecedores, terceiros e clientes tenham acesso aos locais para lavar as mãos com água e sabão. Lembre-se que a limpeza mata o vírus nas suas mãos e evita a propagação do COVID-19.
- Promova a higiene respiratória no local de trabalho. Isso pode ser exibido com cartazes promovendo a higiene respiratória. Além disso, ofereça uma orientação para reduzir poeiras, garantir a circulação do ar, abrir janelas, evitar o acumulo de sujeiras e manter o local de trabalho limpo e organizado. É possível disponibilizar lenços de papel nos seus locais de trabalho, para aqueles que desenvolvem coriza ou tosse no trabalho, além de caixas fechadas para um descarte higiênico e seguro. Uma boa higiene respiratória impede a propagação do COVID-19 pelo ambiente de trabalho.
- Aconselhe os colaboradores ou contratados sobre cuidados preventivos que devem ser tomados antes de viajar a negócios. Sugira consultar os órgãos ou agências de saúde sobre a situação emergencial do COVID-19 no local de destino. No retorno também é necessário monitorar se aparecem sintomas do COVID-19, pelo mínimo 14 dias, verificando a temperatura corporal com uma certa frequência durante o dia de trabalho.
- Informe seus colaboradores, fornecedores, terceiros e clientes que, se o COVID-19 começar a se espalhar na comunidade, qualquer pessoa com tosse leve ou febre baixa (37,3° C ou mais) precisa permanecer no local de residência. Recomenda-se que neste momento crítico de propagação do vírus devem ficar em casa (ou trabalhar em casa) se tiverem que tomar simples medicamentos, como paracetamol / acetaminofeno, ibuprofeno ou aspirina, visto que podem mascarar sintomas de uma possível infecção.
- Implante um processo para identificar pessoas que possam estar em risco e apoiá-las, sem criar um estigma e discriminação no local de trabalho. Isso pode incluir pessoas que viajaram recentemente para uma área que relata casos ou pessoas que tem maior risco porque têm doenças graves como, por exemplo, diabetes, doenças cardíacas e pulmonares, ou ainda, tem idade avançada.
- Evite fazer reunião de negócios ou de qualquer outro tipo no ambiente de trabalho em espaços fechados com baixa circulação de ar. Elabore um plano B para as situações em que os colaboradores tenham que ficar em casa como, por exemplo, continuar trabalhando temporariamente de uma forma remota, usando mecanismos virtuais de troca de informações ou acesso aos sistemas da empresa.
No Brasil também estavam confirmados quase 4.000 ( quatro mil) casos, com 114 mortes, a maior parte concentrados em São Paulo, com 1.406 casos, mas também estão em observação pacientes nos estados de Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco, Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, entre outros. A OMS e as autoridades de saúde pública de vários países estão tomando medidas para conter o surto de COVID-19. Especificamente, no Brasil, alguns governos estaduais estão começando a vetar aulas, eventos públicos e passaram a recomendar que as pessoas em locais de concentração como, por exemplo, bares, restaurantes, shoppings, fiquem em mesas a uma distância mínima de 2 metros.



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