Falando sobre o Rio – Saúde Mental em Tempos de Confinamento

Dra. Mariana Luz, Mestre e Doutora em Psiquiatria pela UFRJ, é responsável pelo Serviço de Transtornos de Stress Pós-traumático no Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB). Conversa sobre o impacto do confinamento residencial imposto pela epidemia de COVID-19

Consumir alimentos típicos da estação e do mês é sempre um bom negócio!

Optar por frutas, legumes e verduras da estação é sempre uma maneira de garantir qualidade de vida e economia para o bolso, além de ser saudável para o dia a dia. Por isso, é bom saber o que procurar ao ir às compras de frutas, legumes e vegetais. Geralmente, fevereiro é bom para frutas e legumes desta estação. Se adaptam bem a esse tipo de clima. Veja alguns exemplos destes alimentos que podem ser facilmente encontrados no mês de fevereiro:

  • FRUTAS: figo, abacate, maçã, pera, uva, pêssego e ameixa
  • LEGUMES: abóbora, gengibre, pepino, pimentão e milho verde
  • VERDURAS: escarola, hortelã e repolho.

Finalmente chegou !!

Em falta, desde outubro, em quase todo o Brasil, o governo federal começou a distribuir 1,7 milhão de doses da vacina pentavalente, para vários estados. Esta vacina é importada e, em julho de 2019, os lotes recebidos para teste no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) foram reprovados nos testes de qualidade.

Apesar do Ministério da Saúde ter solicitado reposição do fornecimento à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), não havia disponibilidade imediata. Devido a estes fatos, acrescido da nossa necessidade mensal de 800 mil doses, os estoques se esgotaram em praticamente todo o país no mês de outubro.

Com a chegada dos novos lotes, já devidamente aprovados, a distribuição foi reiniciada e deve ser normalizada até o mês de março.

Esta é uma vacina para proteção contra tétano, coqueluche, hepatite b, difteria e contra a bactéria haemophilus influenzae tipo B, responsável por problemas respiratórios ou, até meningite.

Ela deve ser aplicada nas crianças com 2, 4 e 6 meses de idade. O reforço, em crianças com mais de um ano, é realizado pela vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTPa).

O Ministério da Saúde tem estudado estratégias para produção nacional da vacina pentavalente. Ficaremos na torcida para que se conclua este projeto.

Comer bem faz bem

Há alguns dias, publiquei um post sobre alimentação saudável para as gestantes e crianças. Dada a grande repercussão, resolvi ampliar e aprofundar um pouco mais a discussão sobre os malefícios de alimentos industrializados.

Recentemente, o New York Times divulgou uma pesquisa que ratificou os perigos deste tipo de alimentação. Já é bem conhecido que os alimentos processados possuem grande quantidade de calorias e baixo teor nutricional, pela baixa ou nenhuma quantidade de fibras, proteínas, vitaminas e outros nutrientes importantes para nossa saúde. Mas, vai além disso. Estes alimentos são preparados com carboidratos refinados, açúcares e gorduras, cuidadosamente projetados para atuar nos “gatilhos” da fome e atrair o paladar humano. Com isso, causam nas pessoas uma vontade quase irresistível de aumentar cada vez mais seu consumo, o que proporciona um caminho aberto para a obesidade. Vale ressaltar que as pessoas obesas tendem a praticar menos exercícios físicos e aderirem a outros hábitos prejudiciais à saúde, por exemplo, o tabagismo. Como resultado, temos maior risco de doenças como hipertensão arterial, AVC, infarto do miocárdio, diabetes, câncer, entre outras. Porém, os efeitos nocivos podem surgir mesmo na ausência do ganho de peso. Os antioxidantes e conservantes habitualmente afetam as funções gastrointestinais, aumentam o nível de colesterol no sangue e podem causar alergias. Os acidulantes podem causar descalcificação de dentes e ossos, e também há outras substâncias potencialmente nocivas à saúde.

Conclusão: Alimentação e hábitos saudáveis ainda são a melhor forma de buscar uma vida longa e de qualidade.

Artigo do New York Times, clique aqui

Cuide da saúde … e das crianças

Não é segredo para ninguém que devemos cultivar hábitos saudáveis de alimentação, principalmente nas gestantes e crianças. Entretanto, não é fácil resistir às ofertas e intensas campanhas de marketing sobre os produtos industrializados. Com isso, estamos observado a obesidade crescer no Brasil, especialmente nas crianças de 2 a 5 anos. 
Pesquisadores da Universidade de Columbia publicaram um estudo na revista americana Academic Pediatrics, que pode perfeitamente ser aplicado em nosso país. Eles verificaram que o consumo regular de bebidas açucaradas pelas gestantes, ou crianças de até 2 anos, podem levar a uma futura obesidade infantil. 
Organização Mundial da Saúde já apontou o Brasil como um dos países com consumo de açúcar acima da média recomendada. Comprovamos isso, entre outras coisas, com uma farta ingestão de sucos industrializados, leites com sabor e refrigerantes, onde todos têm grande quantidade de açúcar. Vale lembrar que a melhor bebida para hidratar o corpo, principalmente dos bebês, é simplesmente a água, como diz a Sociedade Brasileira de Pediatria. A ingestão de sucos é importante no quesito vitaminas, porém deve-se ter sempre a preferência pelos sucos naturais e sem açúcar.
Sendo assim, vamos cuidar mais de nossa saúde e de nossas crianças, ingerindo mais água e suco de frutas frescas sem açúcar. 

Saiba mais

Hipertensão: a responsabilidade é de todos nós

Por ocasião do Dia Nacional de Prevenção à Hipertensão Arterial, 26 de abril, cabe uma sugestão que, se acatada, reduziria muito a ocorrência e as complicações desse grave problema em nosso país. A proposta é: medir a pressão de todos os pacientes atendidos na rede pública.
Seria um avanço em termos de prevenção, porque cerca de 80% dos brasileiros utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS). Ou seja, teríamos uma ampla cobertura no controle desse mal.
A pertinência dessa medida se torna ainda mais enfática ante a constatação de que, no Brasil, apenas 15% dos hipertensos estão diagnosticados, tratados e controlados. Deve-se frisar, ainda, que o constante monitoramento dos pacientes é fundamental, pois vários abandonam os remédios ou sequer iniciam o tratamento.
Isso ocorre porque, na maioria dos casos, a hipertensão é assintomática. É urgente criar um hábito relativo ao tratamento correto e sistemático, com o devido acompanhamento.
Seria importante, nos primeiros meses dos governos estaduais e federal, que as autoridades da área dessem especial atenção a esse cenário, considerado um dos mais graves do mundo na saúde pública. Os números assustam: de 20 a 30 % dos adultos são hipertensos.
Na faixa etária entre 65 e 80 anos, o mal atinge 40% dos indivíduos. Dentre os maiores de 80, metade possui pressão alta – e essa é uma das causas mais recorrentes de quadros como infarto do miocárdio, AVC, aneurisma e insuficiência cardíaca, responsáveis por um terço das mortes no Brasil.
Assim, o combate à hipertensão é prioritário. E o melhor caminho é a prevenção, eliminando os fatores de risco. São eles: tabagismo, alimentação inadequada, obesidade, sedentarismo, colesterol e triglicérides elevados, excesso de consumo de sal e álcool, estresse e diabetes.
Virando a moeda, fica claro que dieta saudável, atividade física regular (sempre após orientação), abandono do cigarro, redução do consumo de sal e moderação no álcool, emagrecimento e fuga do estresse são as principais medidas preventivas. Uma avaliação médica periódica completa a lista de táticas que deixam a pressão nos níveis ideais.
A hipertensão afeta hoje 40 milhões de brasileiros. O serviço público atende de maneira razoável no tocante aos medicamentos e tratamentos regulares. No entanto, a questão mais preocupante é a resistência dos indivíduos em não alterar seus hábitos cotidianos. É essa cultura que precisa ser alterada para evitarmos milhões de mortes anuais.
Cuidar de algo tão expressivo não é missão somente do governo, mas também das famílias, empresas e toda a sociedade. Todos são responsáveis pela promoção da vida!

*José Francisco Kerr Saraiva, médico, é presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp)