O que tem influência na menopausa?

Filhas de mulheres que tiveram menopausa precoce têm maior chance de também pararem de menstruar mais cedo.

Mas não é só isso.

Além da genética, a experiência da menopausa também é influenciada pelo meio ambiente, grupo étnico, aspectos culturais, condição clínica e modo de vida.

Mulheres com hábitos pouco saudáveis e altos níveis de estresse, tendem a enfrentar maiores dificuldades com as alterações do climatério e avanço da idade.

Algumas podem ter muitos ou poucos sintomas incômodos, mas é preciso entender que a menopausa é um acontecimento natural e normal para todas as mulheres.

Cada mulher passa por essa fase de forma diferente e suas expectativas são fundamentais para seu bem-estar.

Você pode lamentar o fim da capacidade reprodutiva ou encarar como uma libertação das preocupações com a contracepção.

A menopausa pode ser uma porta que se abre na sua vida com a oportunidade de mudanças saudáveis e utilização da experiência vivida para torná-la mais confiante, poderosa e revitalizada.

E então?

Como vai ser a sua?

Aspectos emocionais podem afetar o climatério?

Na verdade, nesse período as mudanças físicas advindas do climatério, mexem completamente com o psicológico da mulher.

Mesmo sabendo que envelhecer é natural, cada mulher recebe e enfrenta essa fase de um jeito diferente.

Dependendo do grau de dificuldade que elas encontrem, ocorre um sofrimento psicológico que pode torná-la vulnerável a certas doenças.

Nossa mente comanda todo o resto do nosso corpo, por isso é importante cuidar da saúde mental quando esse período chega.

Dormir está difícil !

A vida saudável tem três pilares: boa alimentação, atividade física regular e boa qualidade do sono.

Principalmente durante o climatério, a atenção sobre estes fatores precisa ser redobrada.

Muitas mulheres são “multitarefas”, pois trabalham, cuidam da casa, dos filhos e do marido, etc.

No final do dia, a cabeça está cheia, o estresse está alto e, com isso, quem sofre é o sono…

Isso sem falar das que têm o hábito de, ao deitar, ficar mexendo no celular ou tablet, o que atrapalha, e muito, a chegada do sono.

O pior é que, com as noites mal dormidas, aumenta a compulsão por alimentos calóricos e, como consequência, podem surgir ganho de peso, resistência insulínica, diabetes, problemas cardíacos e hipertensão arterial.

Sendo assim, procure desacelerar, nas duas horas que antecedem o sono, com atividades mais relaxantes.

Que tal trocar o celular por um livro ou ouvir uma música calma na cama?

Evite consumir cafeína após as 6 horas da tarde

Após a menopausa, a bexiga diminui sua capacidade de armazenar urina, portanto, nesta fase é melhor não beber líquidos próximo do horário de dormir. 

Além disso, uma alimentação saudável durante o dia, sendo mais leve à noite, aliada à prática de exercícios, melhorarão sua qualidade do sono.

Melhore sua qualidade de vida ! Afinal, saúde é fundamental.

Dor nas Juntas ?

Você sente dor quando levanta e melhora quando começa a caminhar?

Sendo assim, você pode estar com artrose.

A diminuição dos hormônios, que acontece no climatério, prejudica as cartilagens e favorece o aparecimento da artrose, principalmente nas mulheres que estão com “uns quilinhos a mais”.

Mas existem algumas medidas que vão ajudar a prevenir, ou agravar, esta doença.

  • ALIMENTAÇÃO – Procure frutas e legumes antioxidantes como cebolas, maçãs, abacaxis e morangos. Peixes, ricos em ômega 3, também são muito bem-vindos. Evite alimentos industrializados, pois produzem sódio e causam inchaço e dor nas articulações.
  • ATIVIDADE FÍSICA – É muito importante a prática de exercícios regulares, de leve a moderado, de preferência com acompanhamento de um profissional de educação física. O fortalecimento da musculatura protege os ossos de impactos que aceleram o desgaste das cartilagens nas articulações.
  • TRATAMENTO – Além da fisioterapia, existem alguns medicamentos que podem ser muito benéficos para as articulações. Porém, só aceite medicamentos prescritos por um reumatologista ou ortopedista.

A artrose não tem cura, mas estes cuidados irão melhorar muito sua qualidade de vida.

O que coça ?

O líquen escleroso é uma doença crônica que causa manchas brancas, coceira e até fissuras na pele, principalmente da vulva.

Ela parece, geralmente, nas meninas que ainda não menstruam e nas mulheres após a menopausa.

O tratamento dura meses e é realizado através de cremes ou pomadas específicas.

O problema é que, quando acontece uma melhora, muitas mulheres abandonam o tratamento e pode haver uma recorrência, ou evoluir para doenças mais graves, como o câncer de vulva.

Sendo assim, procure um profissional, logo no início dos sintomas, e siga corretamente a orientação dada.

Sexo e hormônio

Nem todos os problemas sexuais da perimenopausa estão relacionados às alterações hormonais.

No entanto, a queda na produção do estrogênio nessa fase da vida da mulher traz impactos significativos na sexualidade feminina.

Além da diminuição na sensibilidade da pele e na cognição, o que dificulta a transmissão de estímulos ao cérebro, a menor quantidade deste hormônio reduz o fluxo sanguíneo genital com prejuízo na elasticidade e lubrificação da vagina, trazendo desconforto na hora do sexo.

Porém, se o estrogênio ajuda a melhorar as condições para a prática sexual, a testosterona produzida no organismo feminino, mesmo em quantidade menor que no homem, é a responsável pela iniciativa e motivação para o sexo.

A exemplo do que ocorre com o estrogênio, os níveis de testosterona no climatério também se encontram reduzidos.

Mas calma!

Tudo isso pode ser melhorado com uma boa orientação e tratamentos adequados.

Converse com seu médico a respeito deste assunto.

Inchada

Os sintomas da perimenopausa podem começar até cerca de 4 anos antes da menopausa. Felizmente, existem maneiras de aliviar estes desconfortos.

Uma pressão desconfortável na área abdominal causada por retenção de água ou gases no trato gastrointestinal pode parecer plenitude ou aperto e provocar ganho de peso temporário.

Os níveis hormonais da mulher flutuam durante a perimenopausa, que é o período que antecede a menopausa, e podem provocar este inchaço.

Além disso, ele também pode estar relacionado a alterações no trato gastrointestinal. Elas podem ser causadas por mudanças na dieta ou apetite, digestão lenta, estresse relacionado à menopausa ou outras condições de saúde.

O excesso de gases pode ser melhorado com medidas simples como:

– Evitar alimentos que causam retenção de gases (feijão, brócolis, frituras, etc.).

– As bebidas gasosas podem levar ao excesso de gases no estômago.

– Evitar goma de mascar. Ela pode fazer com que engula o ar, levando ao inchaço.

– Fumar também pode fazer engolir ar.

– Comer probióticos. Iogurte e outros alimentos probióticos podem promover a saúde digestiva.

– Comer refeições menores, já que as maiores podem ser difíceis de digerir, especialmente porque o metabolismo diminui durante a menopausa.

A retenção de água costuma ocorrer em mais lugares e você pode inchar nas mãos e pés, na barriga ou em todo o corpo.

Mas, semelhante à retenção de gás, existem etapas simples que se pode seguir para ajudar a reduzir o inchaço associado à retenção excessiva de líquidos.

– Mantenha-se hidratada. Enquanto a retenção de água leva ao inchaço, a hidratação mantém o trato gastrointestinal em movimento.

– Faça exercícios regulares. Suar ajuda a aliviar a retenção de água e mover os alimentos através do sistema digestivo.

– Reduza a ingestão de sal. Comer muito sal pode causar retenção de água e inchaço. Para reduzir o teor de sal, uma pessoa deve evitar alimentos processados.

A prevenção durante a menopausa pode ser o melhor tratamento e, felizmente, evitar o inchaço pode ser alcançado com estas mudanças fáceis no estilo de vida.

Mas, se o inchaço for doloroso ou prolongado, um profissional de saúde deve ser consultado.

Quente!

Não se deve banalizar os calorões da menopausa.

Eles não se limitam ao próprio desconforto que causam.

Trabalhos recentes demonstraram que as mulheres com esses chamados fogachos, possuem um risco maior de doenças do coração e AVC.

Também foi verificado que quanto mais calores, ou quanto mais intensos eles forem, maior o risco de apresentar essas doenças.

Portanto, não os encare como “normais” desta fase e que é preciso conviver com eles.

Converse com seu médico para escolher qual a melhor conduta para você.