Menopausa e Câncer?

Não!!! Isso é um mito que preocupa muitas mulheres. Precisamos entender que a menopausa é um evento comum que acontece no corpo feminino, assim como a menarca (primeira menstruação).

👉🏼 A menopausa não aumenta os riscos de câncer, o que ocorre é que as chances do surgimento de muitos cânceres aumenta com a IDADE, portanto as mulheres na pós-menopausa devem saber sobre os cânceres mais comuns que podem afetá-las.

👉🏼 Todavia, alguns tipos de tratamentos optados juntos com o seu médico para tratar os sintomas da menopausa podem sim influenciar no risco da mulher ter alguns tipos de câncer.

⚠ O importante é sempre ter um acompanhamento médico independente do evento, é preciso sempre estar ciente dos sinais que o seu corpo te dá.

Esquecida?

Você já ouviu o termo “nevoeiro cerebral”?

🧠 São lapsos de memória e momentos de distração que muitas mulheres dizem sentir durante o climatério e após a menopausa.

🧠 Muitas mulheres e médicos tendem a associar esses lapsos a falta de sono (muitas vezes ocasionadas às ondas de calor e aos suores noturnos) que definitivamente sobrecarregam o cérebro.

🧠 Apesar de esses sintomas comuns da menopausa contribuírem para a gravidade dos problemas de memória, eles não são a causa primária das disfunções cognitivas enfrentadas por algumas mulheres

🧠 O cérebro é cheio de receptores de estrógeno, a queda da ação desse hormônio pode justificar o aparecimento desse conjunto de sintomas incluindo essa perda de memória e concentração.

🧠 De modo geral, as queixas são leves e desaparecem progressivamente após a menopausa pois o cérebro se readapta ao novo ambiente privado de estrógeno.

🧠 Em casos selecionados, podem ser usados: reposição hormonal, medicamentos que reduzem a ansiedade e depressão, remédios para regular o sono e, raramente, medicamentos para a memória.

🧠 Em todos os casos, independente da intensidade dos sintomas existem medidas altamente eficazes que podem tratar, como: Atividades Físicas, Alimentação saudável, Descanso e Atividade Mental.

⚠ Tranquilidade e paciência nesse momento também ajudam!

Aproveite !!

Como já disse antes, o climatério chega como uma oportunidade para as mulheres.

Com a sabedoria acumulada ao longo dos anos e filhos já crescidos, busque uma vida mais equilibrada, afaste o estresse e utilize seu tempo para cuidar mais de você mesma. Faça exercícios, beba muito líquido e alimente-se melhor.

Sorria mais, reclame menos, agradeça pelas pessoas e coisas boas que cruzaram sua história. Dê importância ao que realmente é importante.

Longe de se achar o máximo, tampouco o mínimo, não pode perder a sua autoestima.

Saia da rotina, mude seu cabelo, conheça lugares novos e deixe as pessoas saberem que está aberta para …

Ser feliz !!

Libido

Você tem buscado a sua libido por aí? Fique calma! É super natural a perda do desejo sexual no climatério e é uma das queixas mais comuns que recebo. 😉

👉🏼 A sexualidade feminina é muito caprichosa e multifacetada, abraçando componentes fisiológicos, psicológicos e interpessoais.

👉🏼No caso do climatério, a perda da libido está mais relacionada a questões fisiológicas mesmo, mas é claro que pode ser potencializada se juntarmos os outros componentes que citei.


👉🏼 Este fato está relacionado com a redução da testosterona, uma vez que nessa fase os ovários dimunuem sua produção.

👉🏼 E como o seu médico pode oferecer mais do que apenas apoio moral e conselhos para tratamentos em casa durante a menopausa?

👉🏼 Uma das principais recomendações é a terapia hormonal.

A terapia hormonal pode ajudar na falta de libido, a regular as mudanças de humor e algumas outras alterações hormonais que ocorrem durante esse período de transição.

⚠ Atente-se a importância de discutir os possíveis benefícios e riscos com seu médico. É super possível uma vida sexualmente ativa para você. Busque orientação! 😊

Ligadura de trompas

Uma dúvida comum, entre as mulheres, é quando elas têm o direito de ligar as trompas.

Muitas desconhecem que existe uma lei que estipula se, e quando, isto pode ser feito. Esta é a lei nº 9263 de 1996, ou ”Lei do Planejamento Familiar”.

Para adquirir direito à ligadura ela precisa ter ao menos 01 dos pré-requisitos abaixo:
• Ter mais de 25 anos (mesmo sem filhos);
• Maiores de 18 anos e, pelo menos, dois filhos vivos;
• Doença que proporciona “risco à vida ou à saúde da mulher ou do futuro concepto, testemunhado em relatório escrito e assinado por dois médicos”.

Porém, a lei também traz algumas regras que devem ser cumpridas:
• É proibido realizar a ligadura no parto, exceto nos casos de comprovada necessidade, por cesarianas sucessivas anteriores;
• Precisa manifestar, 60 dias antes da cirurgia e através de um documento escrito, sua vontade de realizar o procedimento;
• Na vigência de sociedade conjugal, a esterilização depende do consentimento expresso de ambos os cônjuges.

De qualquer forma, vale lembrar que existem outras formas menos invasivas para se evitar filhos.

Fica a dica!

Cortinas abertas

Um dos efeitos colaterais da pandemia foi descortinar as enormes fragilidades e dificuldades da atenção primária nos estados e municípios.

A lógica de descentralização e integração do excelente modelo organizacional do nosso Sistema Único de Saúde (SUS) foi rompida pelas esferas, federal, estaduais e municipais, uma vez que se tornaram estanques pela grande dificuldade de comunicação e interação entre elas.

Assistimos uma atenção primária agonizante em uma luta inglória, devido à sua desarticulação e subfinanciamento, onde o Brasil está entre os piores repasses orçamentários per capita, para a Saúde, na América Latina. A municipalização trouxe a atenção para mais próximo das pessoas, o que é positivo, pois facilita o acompanhamento e cobrança dos governantes por uma melhor assistência. Porém, não foi acompanhada pela descentralização dos recursos financeiros.

A valorização da assistência básica de saúde tem sido abandonada, progressivamente, há anos. A resolutividade das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), portas de entrada do SUS, tem sido cada vez menos efetiva.

Por conta da demora na marcação de consultas e exames, os pacientes recorrem às unidades de emergência, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e as Coordenações de Emergência Regional (CER), na busca de uma solução mais rápida para seu problema.

Com isso, o que observamos são emergências lotadas de pacientes que têm seus quadros agravados pela espera, com consequentes internações tardias, maior tempo de hospitalização e superlotação hospitalar.

É necessário, e urgente, que o Ministério da Saúde assuma seu papel de coordenador e regulador na organização do sistema de trabalho.

A começar pelo incentivo na formação dos profissionais generalistas e agentes comunitários de saúde, pois a atenção básica também deve se preocupar em vincular essas pessoas às unidades onde atuam e proporcionar aos usuários uma referência clara de quem são os responsáveis pelo seu cuidado. Para tal, entendo como fundamental a estruturação de um plano de carreira com progressão de atribuições e benefícios dentro do Sistema de Saúde. 

Educação em Saúde para a população e equipes multidisciplinares capacitadas e treinadas na prevenção de doenças devem constituir objetivos a serem perseguidos.

Com foco no diagnóstico precoce e acompanhamento adequado dos pacientes, o sistema de regulação (SISREG) deve ser efetivo e transparente, para promover maior celeridade na marcação de consultas e exames, bem como acesso às internações.

O uso da tecnologia também não pode ser negligenciado. Criação de interfaces entre os sistemas de informática ambulatoriais e hospitalares para acesso único e universal ao prontuário do paciente, aplicativos de auxílio na marcação, acompanhamento e confirmação dos atendimentos, bem como para divulgar informações sobre ações em saúde, são algumas das facilidades que esta ferramenta pode oferecer.

A repactuação de atribuições de cada esfera também é essencial para uma atuação sinérgica entre elas. Como exemplo, temos a grande dificuldade que os municípios têm para abastecer suas unidades. A centralização na compra de materiais e medicamentos traria um ganho em escala substancial, além de possibilitar uma distribuição equânime entre os entes federativos.

Por fim, esses são alguns dos pontos que destaco para que possamos trilhar na direção de nosso objetivo na Saúde, que é proporcionar às pessoas viverem mais e melhor.

Ressecamento vaginal

Uma das principais causas da secura vaginal é a diminuição da quantidade de estrogênio no organismo, pois esse é o hormônio responsável por manter uma fina camada de líquido lubrificante nas mucosas da vagina, evitando a secura vaginal.

👉🏼 Além da terapia hormonal, que ajuda muito no tratamento dessa secura, existem outras opções, não hormonais, que podem se encaixar para o caso de cada paciente.

⚠ Busque um ginecologista de confiança para iniciar um tratamento personalizado pra você!

Você tem medo?

A reposição hormonal é um tratamento baseado no uso de remédios capazes de repor as perdas de hormônios ovarianos que ocorrem na mulher durante o climatério.

Seu uso sempre causa insegurança em muitas mulheres. São muitas dúvidas sobre seus efeitos e a real necessidade.

Para começar, é necessária uma avaliação considerando características individuais das mulheres antes de iniciar o tratamento. A dose é mínima e o tempo de uso desses hormônios varia.

Os principais questionamentos que recebo são:


Todas as mulheres precisam da terapia hormonal?
– Depende da mulher e do histórico dela. A partir de uma boa avaliação e exames clínicos é que se pode chegar a uma conclusão.

A reposição hormonal pode causar câncer de mama?
– Também depende de diversos fatores ligados ao histórico da paciente. Nada pode ser generalizado.

A reposição hormonal faz bem para a saúde da pele?
– Faz sim! Com a volta dos hormônios a pele fica mais hidratada!

A minha libido pode aumentar?
– Pode!


E Você? Quais são as suas dúvidas? Estou à disposição para te ajudar!