Mais um para a série:
Fica a dica !!
Calendário de vacinação da criança
Fica a dica!!
Quem assume no em caso de impeachment do Crivella?
Para sanar dúvidas.
O artigo 102 da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro diz que:
“Substituirá o Prefeito, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de vaga, o Vice-Prefeito.”
Porém, Fernando MacDowell, que era o vice de Crivella, morreu em 20/05/2018 e o cargo ficou vago. Se ele estivesse vivo, assumiria e completaria o mandato no caso do impeachment.
Passemos então ao artigo 103 da mesma Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro:
“Em caso de impedimento do Prefeito e Vice-Prefeito, ou de vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados para o exercício da Prefeitura o Presidente, o Primeiro Vice-Presidente da Câmara Municipal e o Presidente do Tribunal de Contas do Município. (Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 8/2000)”
Sendo assim, assumiria o cargo, temporariamente, o presidente da Câmara Municipal que hoje é o vereador Jorge Felippe (MDB). Por isso que na votação da última terça-feira ele se declarou impedido de votar, por conta de sua posição na linha sucessória da prefeitura. Mas, eu disse “temporariamente”? Sim, porque ainda temos que recorrer ao artigo 104 da lei:
“Vagando os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito, far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1º Ocorrendo vacância nos últimos doze meses do mandato, a eleição será realizada trinta dias depois da última vaga, pela Câmara Municipal, na forma da legislação.
§ 2º Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o mandato de seus antecessores.”
Resumindo, no caso de impeachment do Crivella, o vereador Jorge Felippe terá noventa dias para convocar novas eleições para o prefeito que irá terminar o mandato no lugar dele.
Vereadores do Rio votam abertura de impeachment de Crivella nesta terça

Mais uma notícia que envergonha os cariocas. Há anos assistimos jogos de poder, improbidade administrativa, escândalos de desvio de dinheiro público e até mesmo falta de compostura em políticos de nossa cidade. O Rio de Janeiro não merece isso. Precisamos renovar esse quadro com políticos que canalizem suas energias em favor da cidade. Temos ações urgentes a serem tomadas na área da saúde, segurança pública, educação e transporte. Até quando será necessário perdermos grande parte do tempo com investigações e punições de mal feitos?
Limpeza do pênis

Água com sabonete, de preferência ao sabão de coco. Expor a glande, lavar bem, tirar toda a massa (smegma), não esquecer da virilha e a parte anal. Pós lavagem secar bem, não esquecer da virilha.
Urinou? O certo é secar o pênis, a famosa balançada de nada adianta, a urina que fica cria um ambiente propício ao desenvolvimento de bactérias e fungos.
Você é mulher e para você isso pode não significar nada? Errado, os homens são um dos maiores causadores das infecções vaginais, causadas muitas vezes por um pênis mal higienizado.
Queria mais disso no Congresso, diz deputada sobre questionamentos a Vélez

Independente de ideologias políticas, acredito que todos concordamos que a educação é fundamental no desenvolvimento de um país. Nesta última semana, ganhou espaço na mídia a reunião onde a jovem deputada Tábata Amaral questionou o ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez. Com serenidade e clareza, ela trouxe para discussão pontos que já têm sido criticados, há algum tempo.
Dada a importância deste Ministério, já é hora de parar com as declarações polêmicas, para se dizer o mínimo, e iniciar o tão necessário planejamento estratégico para colocar, efetivamente, a Educação como uma das principais prioridades no Brasil.
Combate às fake news da nova previdência

Os desafios enfrentados pela saúde ocupacional

A saúde ocupacional é importante para uma organização e pode trazer benefícios significativos. Ela visa a promoção e manutenção de alto grau de bem-estar físico, mental e social dos trabalhadores em todas as ocupações, diminui afastamentos por motivos de saúde e controla os riscos e a adaptação do trabalho às pessoas e das pessoas para o trabalho.
A saúde ocupacional tem como objetivo evitar que os funcionários fiquem doentes, ajudar os funcionários a alcançar uma boa saúde e permitir a reabilitação de funcionários que retornam ao trabalho após problemas de saúde.
Os empregadores têm o dever de cuidar de seus funcionários e devem fazer o que for razoável e viável para proteger a saúde, a segurança e o bem-estar dos trabalhadores. Para tal, há a necessidade de avaliar e controlar o efeito do trabalho na saúde do empregado, com avaliações de risco, vigilância da saúde, etc.; garantir que as pessoas com condições especiais de saúde e incapacidades não sejam discriminadas; assegurar que os trabalhadores estejam aptos a desempenhar suas funções, através de avaliações de risco e eventuais ajustes.
Um papel vital é desempenhado pelos serviços de saúde ocupacional em manter os locais de trabalho saudáveis; proteger e promover a saúde e o bem-estar dos trabalhadores; avaliar e fornecer intervenções precoces para evitar que as pessoas saiam por motivos de doença; apoiar os trabalhadores no seu regresso ao trabalho depois de um afastamento e ajudá-los na recuperação da doença enquanto estão no trabalho.
Mas, enfrentamos vários desafios na implantação de um Serviço de Saúde Ocupacional.
O primeiro seria a falta de dispositivo legal de oferecer este serviço aos trabalhadores. Ao contrário de vários países europeus, não temos a obrigatoriedade dos empregadores fornecerem um serviço de saúde ocupacional, embora haja regulamentos específicos como, por exemplo, as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho. Poucas pessoas argumentariam contra a importância de zelar pela saúde dos trabalhadores. Para as empresas é importante salvaguardá-los, para que elas possam se beneficiar de funcionários saudáveis e produtivos, no entanto, alguns empregadores ainda ficam hesitantes em assumir o extra custo de fornecer suporte de saúde ocupacional ao pessoal. Organizações que investem em saúde no local de trabalho, avaliações, iniciativas de bem-estar e exames de saúde, podem esperar melhorias na produtividade e desempenho dos funcionários. Na ausência de um requisito legal para oferecer serviços de saúde ocupacional ao pessoal, a sugestão tem sido incentivar os empregadores a apoiar o pessoal com aconselhamento e orientação sobre saúde ocupacional.
O segundo desafio seria demonstrar retorno sobre o investimento para serviços de saúde ocupacional. É uma percepção comum que o mais importante indicador de sucesso das atividades de saúde ocupacional é uma redução das licenças médicas, com base na suposição de que uma organização que tem baixos níveis de ausência por doença entre os funcionários deve ter uma força de trabalho saudável e produtiva. Afastamentos por doença são muito caros para as organizações, particularmente as menores, onde a ausência de um membro importante do pessoal pode ter implicações na capacidade de concluir cargas de trabalho, ou mesmo perda de tempo para treinamento do funcionário que fará a cobertura. É importante ter um processo de gestão eficaz para afastamento por doença. Então, além de ações preventivas para que as pessoas evitem perder o trabalho devido a problemas de saúde, é potencialmente ainda mais importante garantir que os funcionários que estão no trabalho estão bem o suficiente para funcionar de forma eficaz. Há, também, o retorno para o trabalho. Embora nem sempre seja possível impedir que uma pessoa fique doente, medidas podem ser postas em prática para garantir um retorno oportuno ao trabalho. Quanto mais tempo uma pessoa esteve ausente do trabalho, mais difícil se torna para ela voltar.
Em terceiro, é necessário equilibrar as prioridades e necessidades de empregadores, pessoal e saúde ocupacional. Profissionais de saúde ocupacional, em geral enfermeiros com formação especializada adicional que têm compreensão do mundo do trabalho, encontram-se singularmente posicionados entre a profissão médica, empregadores e empregados, onde cada um tem seu próprio conjunto de prioridades em relação ao trabalho e à saúde. Os médicos têm como foco principal cuidar da saúde dos pacientes, embora sem nenhum conhecimento particular sobre o local de trabalho. O empregador, foca na produtividade e rentabilidade do negócio, mas sem conhecimento médico. Já o empregado visa permanecer no emprego. Alguns trabalhadores cometem o equívoco de que os profissionais de saúde representam os interesses dos empregadores e, portanto, estariam focados, predominantemente, em trazer as pessoas de volta ao trabalho, a fim de garantir o bom funcionamento das organizações. Não é este o caso. Embora a prestação eficaz da saúde ocupacional possa ser muito benéfica para as organizações, sua função é permanecer imparcial para proteger a saúde e bem-estar dos funcionários. Profissionais de saúde ocupacional estão focados nas necessidades de seus pacientes, e posicionados de forma única para julgar o impacto da saúde de uma pessoa em sua capacidade de trabalhar.
O quarto desafio é treinar e recrutar um contingente suficiente de profissionais de saúde ocupacional. Uma proporção significativa de trabalhadores no Brasil ainda não tem acesso a serviços de saúde ocupacional, e é importante garantir o acesso a este serviço, com alta qualidade, para se ter uma maior proporção da força de trabalho. Portanto, recrutar e retreinar profissionais de saúde ocupacional de alta qualidade se tornará cada vez mais importante, à medida que a demanda aumentar.
Outro desafio seria encorajar os funcionários a aceitar responsabilidade pela sua própria saúde. Existem muitas iniciativas que podem ser empreendidas pelas empresas e equipes de saúde ocupacional para proteger a saúde dos empregados e prevenir doenças. Contudo, os trabalhadores não podem ser totalmente passivos nesse processo. Parte do domínio da saúde ocupacional deve ser o de crescente entusiasmo pelo conceito de saúde e bem-estar, para incentivá-los a cuidar da própria saúde, através de programas que os inspiram a se manterem em forma e saudáveis, além de atividades de promoção da saúde e bem-estar.
O sexto desafio seria os perigos e riscos no local de trabalho. O aumento significativo das atividades de serviço tem estabelecido um conjunto diferente de desafios de saúde, como problemas na saúde mental e estresse, distúrbios musculoesqueléticos e riscos à saúde provocados pelo sedentarismo. A prestação da saúde ocupacional precisa se adaptar constantemente, de acordo com esses fatores.
Sétimo desafio: A força de trabalho em envelhecimento. À medida que a força de trabalho envelhece e a idade da aposentadoria aumenta, cuidar da saúde dos trabalhadores mais idosos é fundamental para que possam continuar a trabalhar por mais tempo. Igualmente importante é ajudar aqueles que têm condições especiais de saúde, ou deficiências, para permanecerem ativos ou retornarem ao trabalho com maior brevidade e segurança. Algo a se avaliar seria a possibilidade de adaptação de tarefas, ou mesmo na distribuição de carga horária, para atender aos funcionários com mais idade. Vale acrescentar que os colaboradores com mais idade podem agregar valor à força de trabalho.
Por fim, destaco o grande número de pequenas empresas no Brasil, onde são muito menos propensas a fornecer internamente serviços de saúde ocupacional. Em geral, estas organizações menores são mais relutantes em concordar com despesas adicionais para a prestação de apoio de saúde ocupacional para o corpo de funcionários, embora os custos indiretos com o absenteísmo, tais como o pagamento do afastado, treinamento e pagamento do substituto, reduções da produtividade e impacto no atendimento ao cliente, provavelmente serão maiores do que os custos da prestação de serviços de saúde ocupacional.
Novo causa ‘ciúmes’ em partidários de Bolsonaro e se destaca por defesa de agenda liberal

É lamentável quando alguns políticos, eleitos pelo povo, colocam a agenda partidária acima dos interesses de quem os elegeu.
O Partido Novo tem se colocado com coerência, respeito pelo dinheiro público e apresentado propostas de interesse da população. Isto tem incomodado os políticos que não se comportam da mesma maneira.
Gestão em Saúde

A Folha de São Paulo publicou, recentemente, uma matéria sobre o modelo de gestão na Saúde através de Organizações Sociais (OS). Esta parceria público-privada tem sido alvo de críticas por alguns e elogios por outros. Neste tipo de contrato, o poder público estabelece quais serviços deverão ser prestados pelas Unidades de Saúde e quais as metas que devem ser atingidas. Após licitação pública, a OS vencedora assume a gestão do Serviço de Saúde em questão, com os recursos repassados mensalmente pelo Governo, sendo fiscalizada tanto pela Secretaria de Saúde quanto pelo Tribunal de Contas, se as exigências contratuais estão sendo cumpridas.
Alguns adversários mais fervorosos das OSs alegam falhas no controle prévio para prevenir desvios, fragilidade nas prestações de contas, descumprimento de metas estabelecidas e número insuficiente de profissionais da Saúde. Concordo que estas alegações procedem em algumas situações, e as causas podem ser por incompetência ou mesmo por má fé. Por outro lado, não podemos esquecer que cabe ao Estado a escolha da empresa, sua contratação e fiscalização.
Existem vários exemplos de hospitais públicos que ganharam agilidade e eficácia com a gestão por meio de OSs. Houve inequívoco ganho em produtividade, com menor custo, em vários exemplos tais como o Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo e o Hospital Estadual da Mãe no Rio de Janeiro, entre outros. Porém, qualquer exemplo de sucesso pode correr risco na presença de nepotismo ou interferência direta na administração das unidades. Penso que o poder público deve se manter na função de fiscalizar se estão sendo cumpridas as metas estabelecidas, além das normas legais e contratuais.
Não tenho aqui a intenção de colocar este sistema de gestão como perfeito, porém é inegável o avanço em relação à administração direta governamental praticada anteriormente. Esta realidade só corrobora a necessidade de prosseguir no aperfeiçoamento deste tipo de parceria. Não devemos culpabilizar o processo pela presença de empresas despreparadas ou mal-intencionadas. O Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross) criou um selo de acreditação às empresas que cumprirem várias normas de segurança e qualidade, o que pode significar um caminho no auxílio às escolhas de empresas pelo Estado. Também não devemos reprovar o processo por eventuais falhas do poder público. É, sim, necessário seguir no aprimoramento deste processo, com o objetivo de oferecer à população um serviço de saúde digno e de qualidade.

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