BIRADS

Muita gente tem me perguntado sobre a classificação BIRADS nas mamografias.

Este nome estranho, na verdade, é uma sigla em inglês (Breast Imaging Reporting and Data System) que, em uma tradução livre, significa “Sistema de Relatório de Dados sobre Imagem da Mama”.

A mamografia serve, principalmente, para o rastreio do câncer de mama e é o exame de escolha para esta finalidade.

Porém, quando as mamas são muito densas e a imagem da mamografia fica muito branca, podendo esconder pequenas lesões, geralmente solicitamos uma ultrassonografia ou ressonância magnética das mamas para ajudar na análise.

O BIRADS vem sendo utilizado nestes 3 exames e serve para resumir o que é visto nas imagens.

Sendo assim, segue a classificação e seus significados, para sua melhor compreensão:

• BIRADS 0 – Exame inconclusivo. Normalmente, essa classificação é utilizada para mamas muito densas e, em geral, precisamos complementar com outro tipo de exame (ultrassonografia ou ressonância magnética).
• BIRADS 1 – Exame normal, sem alterações aparentes.
• BIRADS 2 – Presença de alteração de caráter benigno.
• BIRADS 3 – Alterações provavelmente benignas.
• BIRADS 4 – Achado suspeito.
• BIRADS 5 – Achado altamente suspeito.
• BIRADS 6 – Presença de lesão investigada previamente e com resultado positivo para câncer.

Pronto! Agora você já sabe, mas, mesmo que seu exame esteja normal, não deixe de levá-lo para seu médico.

Ele é a pessoa certa para indicar o acompanhamento mais adequado para você.

Isso foi útil para você? Comente aqui que eu quero saber 👍🏻

Que exames pedir

Sabe aqueles exames de protocolo? Eles existem sim e são super necessários no início de um acompanhamento ginecológico. Por aqui os exames de rotina que eu não abro mão de pedir são:

👉Mamografia
👉Densitometria óssea
👉Preventivo ginecológico
👉Exame de sangue
👉Ultrassonografia, dependendo da idade
👉Raio x de coluna, também dependendo da idade

Claro, na dependência do que eu encontrar no exame físico, posso complementar com algum outro exame.

Você faz com regularidade esses exames?

Me mande uma mensagem e vamos conversar!

Passou por isso?

Muitas mulheres podem achar que os sintomas vulvovaginais podem ser intensificados próximo a menopausa devido a redução dos níveis de estrogênio.


👉🏼 Há muitas possíveis causas para os sintomas vulvovaginais, incluindo:

• Infecções vaginais, como aquelas causadas por leveduras (fungos)
• Infecções sexualmente transmissíveis, incluindo gonorreia, clamídia, herpes, verrugas, ou tricomoníase, os quais podem causar inflamação, corrimento, dor ou coceira vaginal.
• Lesões nas fibras de nervo pélvico, as quais causam dor ou sensação de queimação na vulva
• Reações alérgicas às substâncias químicas contidas em sabonetes, banhos de espuma, espermaticidas, camisinhas, sprays para a higiene feminina, ou tampões e absorventes.

👉🏼 Quando a mulher tem a menopausa, as quedas dos níveis de estrogênio
podem causar o afinamento, a secura e a diminuição da elasticidade dos tecidos da vulva e do revestimento da vaginal.

As secreções vaginais diminuem, resultando em uma lubrificação reduzida.

👉🏼 Sem o devido tratamento, o problema pode piorar e os tecidos vaginais podem inflamar.

👉🏼 Quando estão frágeis, os tecidos vaginais ficam propensos a lesões, ferimentos e sangramentos durante a relação sexual ou o exame pélvico.

A dor pode fazer com que a relação sexual deixe de ser mais prazerosa, ou até mesmo possível.

👉🏼 Todas as mulheres no climatério e nos estágios posteriores devem passar por uma avaliação completa e regular da saúde vulvovaginal, independentemente de terem sintomas ou serem sexualmente ativas. Fique atenta!⚠

Esclarecimento

Estamos chegando ao final de outubro, mês da importante campanha contra o câncer de mama, tumor maligno muito frequente nas mulheres. Transcrevo abaixo um importante texto de esclarecimento escrito por algumas das principais entidades médicas no país.

“A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) se veem no dever de divulgar, mais uma vez, os esclarecimentos abaixo em resposta a posicionamentos nas mídias sociais que disseminam de maneira irresponsável informações distorcidas sobre a detecção e diagnóstico do câncer de mama. Assim, gostaríamos de afirmar:

• O câncer de mama é o tumor mais frequente entre as mulheres e a principal causa de morte por tumor no Brasil e no mundo. Entretanto, no Brasil, diferentemente dos países desenvolvidos, a mortalidade pelo câncer de mama continua aumentando.

• A causa do contínuo aumento da mortalidade é a falta de programas de rastreamento adequados ou a baixa adesão da população aos programas oferecidos – principalmente devido à falta de informação ou então acesso a informações distorcidas, como estas recentemente veiculadas. Também se deve a falta de acesso em tempo hábil aos tratamentos recomendados.

• Deve-se enfatizar que a mamografia é o único exame que, quando realizado de maneira sistemática a partir dos 40 anos em mulheres assintomáticas, comprovadamente leva a uma redução da mortalidade pelo câncer de mama. Isso foi demonstrado através de grandes estudos realizados em mais de 500 mil mulheres, sendo observado uma redução da mortalidade que variou entre 10% a 35% no grupo de mulheres submetidas ao rastreamento em relação às que não eram submetidas.

• Dessa forma, as principais sociedades médicas no Brasil e no mundo são unânimes em recomendar o rastreamento mamográfico para as mulheres assintomáticas, iniciando a partir dos 40 anos ou 50 anos (dependendo do país), com uma periodicidade anual ou bienal (também variando em alguns países). No Brasil, as sociedades médicas recomendam o rastreamento mamográfico anual para as mulheres entre 40 a 75 anos.

O autoexame detecta o tumor quando o mesmo já está em uma fase adiantada, não tendo estudo que comprove qualquer benefício para a redução da mortalidade, não devendo ser adotado como método de rastreamento.

• O risco de câncer radioinduzido é extremamente baixo, tendo em consideração as doses de radiação envolvidas em cada exame. E não existe estudo que demonstre que os riscos excedem os benefícios, na faixa etária recomendada.

Citação de absurdos como “uma biópsia leva a desenvolver câncer” ou “que a radiação na mamografia é prejudicial” foge a compreensão de qualquer médico com um mínimo de conhecimento na área oncológica.
Dessa forma, a indignação é porque muitas mulheres que têm acesso a postagens e até vídeos fazendo tais afirmações podem considerar não realizar a mamografia. E isso pode significar a perda da chance de detectar o tumor de mama em uma fase inicial, em que se pode oferecer a possibilidade de cura e tratamentos menos agressivos.

Comissão Nacional de Mamografia – Colégio Brasileiro de Radiologia, Sociedade Brasileira de Mastologia, Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.